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“Duvido que falte uma gota de combustível aos membros do Governo”, afirma Ventura

“Depois temos ainda o Presidente da Câmara de Lisboa a aconselhar quem ficou sem gasolina a ir trabalhar de bicicleta. Estarão a gozar connosco? No meio de uma crise energética com efeitos económicos ainda imprevisíveis, a preocupação é o eleitoralismo ou aproveitar para promover bicicletas ou trotinetas?”, questiona André Ventura, em declarações ao PT Jornal

A greve dos motoristas de matérias perigosas, que decorre por tempo indeterminado e já provocou uma correria aos postos de abastecimento e deixou o país sob alerta, leva André Ventura a tecer fortes críticas ao Governo.

O cabeça de lista do Basta às eleições europeias considera que a greve “é obviamente legítima”, assim como legítima é “a vontade destes homens em ter melhores condições de trabalho”.

“É uma questão de dignidade, muitos destes profissionais – que têm famílias como todos nós – passam dias e noites consecutivas na estrada”, sustenta.

Surpreendente é, no entendimento do jurista, a reação do Governo, que faz “cálculos meramente eleitoralistas” e tenta “dar uma imagem de força e de inflexibilidade”.

O executivo de António Costa “recorre à requisição civil, aparentemente mais preocupado quanto ao abastecimento de Lisboa e Porto – onde há mais votos, obviamente”.

“Depois temos ainda o Presidente da Câmara de Lisboa a aconselhar quem ficou sem gasolina a ir trabalhar de bicicleta. Estarão a gozar connosco? No meio de uma crise energética com efeitos económicos ainda imprevisíveis, a preocupação é o eleitoralismo ou aproveitar para promover as bicicletas ou trotinetas?”, pergunta.

“Percebe-se bem porquê: é que não será o Governo nem a Câmara de Lisboa a ficarem sem combustível. A esses – e aos respetivos carros – duvido que falte uma gota de combustível”, afirma.

Recorde-se que a greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00h00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mínimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder “aos que se disponibilizaram para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço”.

No final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a “situação de alerta” devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, foram definidos os serviços mínimos.

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