Economia

Durão quer abrir portas do emprego na Europa aos jovens portugueses

durao_barroso2Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, assegurou hoje que está a trabalhar com o Governo português no combate ao desemprego jovem, que aumentou de forma significativa nos últimos anos, em Portugal. Bruxelas quer abrir portas a “estágios profissionais” aos jovens portugueses que procuram oportunidades de emprego. Em Bruxelas, 25 países da União Europeia assinaram o Pacto Orçamental.

No dia em que 25 países da União Europeia (UE) rubricaram um Pacto Orçamental, que pretende implementar rigor nas contas públicas, Durão Barroso adiantou aos jornalistas que está a trabalhar com o executivo de Passos Coelho, “há algum tempo”, num programa que tem como finalidade abrir as portas do mercado de trabalho aos jovens portugueses, cada vez mais afetados pelo desemprego.

“Temos analisado com as autoridades portuguesas, há algum tempo, diversas medidas que pretendemos aplicar para criação de emprego. Queremos criar estágios profissionais aos jovens e abrir portas a oportunidades de emprego”, revelou hoje Durão Barroso, que falava à margem do Conselho Europeu, em Bruxelas.

O setor privilegiado para a o combate ao desemprego juvenil será a agricultura, mas o plano entre Portugal e a Comissão Europeia prevê outras atividades. O Governo de Passos Coelho apontou algumas medidas nesse programa de criação de emprego, que deve arrancar já em maio.

O problema do desemprego juvenil é um drama que se acentua. Em Portugal, um em cada três jovens não consegue encontrar emprego, depois de concluir a formação e o estágio profissional. A Comissão Europeia e o Governo querem explorar os setores onde os empregadores têm mais dificuldade em encontrar mão de obra.

Portugal é um dos países da UE com piores indicadores no desemprego jovem: 35,1 por cento. Só a Espanha e a Grécia (com 49,6 por cento) apresentam dados mais negros, sendo que a média na União Europeia se fica pelos 20 por cento de jovens sem emprego.

Recorde-se que Passos Coelho levou à Comissão Europeia a proposta “passaporte-emprego”, que pretende subsidiar empresas que concedam estágios e contratem o estagiário, no final dessa formação.

Este programa que está a ser limado com Durão Barroso prevê incentivos à orientação profissional para jovens que não terminaram a escolaridade obrigatória, ou que não disponham da qualificação profissional suficiente. Prevê, por outro lado, apoio à criação do próprio emprego.

Para financiar o investimento, o Governo vai trabalhar em duas frentes: a realocação de quase 352 milhões do Quadro de Referência Estratégica Nacional (abrangendo 77 mil jovens) e um reforço de verbas comunitárias em 651 milhões de euros (para projetos que envolverão cerca de 165 mil jovens).

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