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Duas crianças de um e quatro anos morrem carbonizadas em incêndio em São Tomé

Duas meninas, com um e quatro anos, morreram hoje carbonizadas num incêndio na casa onde viviam, no bairro da Quinta de Santo António, periferia da capital são-tomense, segundo familiares.

“A intensidade das chamas era tão grande que não permitiu a toda a gente fugir ou ser socorrida”, disse à imprensa a proprietária do imóvel, Valdemira Diamantina.

O incêndio afetou uma residência de quatro compartimentos, onde viviam três famílias, num total de 13 membros, sendo seis adultos e sete crianças.

Valdemira Diamantino acredita que o incêndio terá sido causado por uma “vela que estava acesa”, uma vez que nesta residência a Empresa de Água e Eletricidade (Emae) suspendeu “há já algum tempo” o fornecimento de luz elétrica por falta de pagamento.

Este incêndio acontece pouco mais de 24 horas depois de um outro que ocorreu na roça Ponta do Sol, na Região Autónoma do Príncipe, que desalojou 11 famílias, num total de 40 pessoas, entre as quais 19 crianças, que viviam numa casa germinada construída no tempo colonial.

No final da tarde de sexta-feira, um jovem de 31 anos agrediu a mulher com vários golpes de faca e ateou fogo à casa onde moravam, e as chamas acabaram por afetar vários outros compartimentos.

Com a morte destas duas crianças, hoje, eleva-se para seis o número de pessoas que morreram em incêndios em São Tomé e Príncipe nos últimos quatro meses.

O primeiro caso aconteceu no sul da ilha de São Tomé, cuja vítima mortal foi um jovem de 19 anos. A 06 de dezembro, um idoso de cerca de 90 anos de idade e o seu neto de oito também morreram carbonizados numa residência em Laranjeira, norte de são Tomé.

Poucas horas depois um outro idoso de cerca de 80 anos morreu num outro incêndio em Oque-Del-Rei, localidade situada a três quilómetros da capital são-tomense.

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