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Draghi assegura que o BCE vai agir se inflação continuar baixa

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, sublinhou hoje a determinação da entidade monetária para agir caso a inflação permaneça baixa.

Após uma reunião de política monetária realizada hoje em Frankfurt, Draghi disse, em conferência de imprensa, que o abrandamento do crescimento global e a debilidade no comércio internacional afetam as perspetivas da economia na zona euro, apesar de melhorias no emprego e nos salários.

Nesta reunião, o BCE decidiu manter as suas taxas de juro nos níveis atuais e afirmou que pretende que continuem a este nível ou “mais baixas” durante um período alargado, abrindo caminho a uma possível descida.

A taxa de juro aplicada às principais operações de refinanciamento mantém-se em zero, a taxa de facilidade permanente de cedência de liquidez fica em 0,25 por cento e a taxa de facilidade permanente de depósito continua negativa, em -0,40 por cento, níveis que se mantêm desde março de 2016.

O BCE “está preparado para ajustar todos os seus instrumentos, consoante apropriado, a fim de assegurar que a inflação continua a evoluir de forma sustentada no sentido do seu objetivo”, indicou a instituição em comunicado.

Neste contexto, “o Conselho do BCE incumbiu os comités do Eurosistema pertinentes de analisar as opções, incluindo formas de reforçar as indicações sobre a orientação futura das taxas diretoras, medidas de mitigação, tais como a conceção de um sistema por níveis para a remuneração de reservas, e opções relativamente à dimensão e composição de potenciais novas compras líquidas de ativos”, afirmou ainda o BCE.

“Não gostamos do que vemos na inflação” e “não aceitamos níveis de inflação permanentemente baixos”, disse Draghi.

O presidente do BCE, que termina o seu mandato no final de outubro, acrescentou que houve um amplo acordo no conselho de governadores na análise da situação económica, mas houve divergências quanto às medidas a aplicar.

Draghi considerou que apesar de as perspetivas económicas estarem a piorar, o risco de recessão continua bastante baixo e há sinais de resistência no mercado laboral, o que apoia o consumo.

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