África

Diamantífera angolana Endiama prepara leilão para vender diamante de 114 quilates

A diamantífera angolana Endiama anunciou hoje que vai proceder este mês a um leilão de sete diamantes classificados como “pedras especiais” por terem mais de 10,8 quilates, um dos quais chega mesmo aos 114 quilates.

Segundo o presidente do conselho de administração da empresa diamantífera estatal de Angola, José Manuel Ganga Júnior, o leilão das “pedras especiais” vai decorrer a 31 de janeiro, em Luanda, sendo também postos à disposição dos compradores diamantes entre os 43 e os 85 quilates.

Por seu lado, em declarações à agência Lusa, um dos administradores da Endiama, Laureano Paulo, indicou que, no leilão, estarão outras seis “pedras especiais” de 42, 46, 62, 70, 75 e 85 quilates, todas oriundas da mina do Lulo, na província da Lunda Norte, “onde se estima que existam muitas outras iguais ou maiores”.

Segundo Ganga Júnior, tratam-se de “pedras especiais” face à “enorme qualidade que apresentam”, razão pela qual se escusou a indicar quanto se espera obter com a venda, admitindo, porém, que uma estimativa primária poderá apontar-se para os 16 milhões de dólares (13,9 milhões de euros).

“Mas tudo é sempre muito relativo. Não sabemos se aparecerá um xeque qualquer que decida comprar o diamante mais valioso por um preço que deixe longe todas as restantes ofertas”, brincou.

Ganga Júnior não adiantou mais pormenores sobre o leilão de 31 deste mês, indicando que, dentro de alguns dias, a Endiama irá avançar com mais informações e garantindo que as sete “pedras especiais” estão num local “bem seguro”.

O maior diamante encontrado em Angola, comprado em 2016 pela joalharia suíça De Grisogono, de Isabel dos Santos e Sindika Dokolo, foi transformado numa joia rara de 163,41 quilates e entretanto vendido, em leilão, pela Christie’s, por 34 milhões de dólares (29,7 milhões de euros).

O diamante, o 27.º maior em todo o mundo, tinha originalmente 404,2 quilates e sete centímetros de comprimento, quando foi encontrado, em fevereiro de 2016, por uma empresa mineira australiana também no campo do Lulo, na Lunda Norte, no leste de Angola.

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