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Deputados acusam Gaspar de ocultar novo agravamento do desemprego até 2016

vitor_gasparVítor Gaspar, ministro das Finanças, foi acusado pelo PS de “falha grave”, por ter ocultado novas previsões de agravamento do desemprego, até 2016.  O titular das Finanças, que participava numa Comissão do Orçamento e Finanças, adianta que o Anexo II do Documento de Estratégia Orçamental (que contém essas previsões e foi enviado pelo Governo para Bruxelas) estava publicado no site da Comissão Europeia, ao dispor dos deputados.

O desemprego em Portugal vai manter-se em rota de crescimento até ao início da próxima Legislatura, pelo menos, de acordo com o Anexo II do Documento de Estratégia Orçamental (DEO), enviado pelo Governo para Bruxelas, com um anexo em que aponta as estimativas da evolução do mercado de trabalho.

De acordo com o Diário Económico, os deputados não tiveram a mesma informação detalhada que o Governo enviou, relativamente ao desemprego. Este jornal aponta para 14,1 por cento de desempregados em Portugal, em 2013, o que representa um número superior à taxa de desemprego estimada pela troika.

Relativamente a 2014, nota-se uma nova revisão em alta: mais 0,1 por cento de desempregados do que o número apontado pelo executivo: 13,2 por cento. E em 2015, ano em que termina o mandato, estima-se um aumento de 0,3 pontos percentuais, para 12,7 por cento, de acordo com o DEO.

Hoje, durante a Comissão do Orçamento e Finanças, que contou com a presença do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, os deputados teceram duras críticas ao executivo. O deputado do PS, João Galamba, solicitou uma suspensão dos trabalhos, ate que os deputados tivessem acesso àquela informação. “Trata-se de uma falha grave do Governo. É algo inaceitável”, disse Galamba.

Vítor Gaspar defendeu-se, argumentando que o Anexo II encontra-se publicado no site da Comissão Europeia, pelo que os deputados teriam acesso ao mesmo facilmente.

O ministro das Finanças mostrou-se preocupado com a evolução do desemprego, mas justifica esse crescimento com a situação da atividade económica portuguesa.

Nesse sentido, Gaspar entende que é prematuro fazer debates alargados sobre desemprego, preferindo adiar a discussão sobre o tema para um “momento oportuno”.

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