Economia

Depois da castração dos pedófilos, Ventura defende o “fim da mama fiscal”

A proposta de castração química dos pedófilos relançou o mediatismo de André Ventura, que agora quer promover uma iniciativa bem mais consensual: o “fim da mama fiscal”.

Depois de ter revelado, ao PT Jornal, que se prepara para deixar a Câmara de Loures e o PSD, o fundador do movimento Chega – que quer transformar num partido – justificou algumas das medidas mais polémicas que defende publicamente.

“Prefiro que me ataquem por dizer o que penso do que ficar calado e sofrer pelo país que tenho”, sustentou: “É escandaloso dizer que deve haver prisão perpétua para homicídios como os cometidos por Pedro Dias? E será descabido defender a castração química dos pedófilos?”

Com estas propostas, André Ventura recuperou os holofotes do mediatismo político. Agora, avança com uma proposta mais consensual.

“Vivemos numa enorme injustiça, em que quase podemos dizer que há uma metade do País a pagar para a outra. Temos um sistema fiscal que não premeia quem trabalha, quanto mais trabalha mais aumenta a taxa que vai pagar de IRS”, começou por enquadrar, na entrevista ao Observador.

“Não há um incentivo no trabalho. Para quê, para o Estado nos ficar com a maior parte?”

“Aparentemente, o que está na moda é viver à custa de subsídios”, ironizou.

No entender de André Ventura, é preciso uma maior fiscalização sobre as pessoas que “não querem trabalhar”.

“É urgente o fim desta mama fiscal em que uns trabalham para sustentar o ócio dos outros”, reforçou, ao partilhar a entrevista no Facebook.

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