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Delegações da China e EUA voltam a reunir-se em setembro

As delegações da China e Estados Unidos que negoceiam um acordo comercial concordaram em voltar a reunir-se em setembro, depois do diálogo “franco, eficaz e construtivo”, realizado na terça e quarta-feira, avançou hoje a imprensa chinesa.

O representante do Comércio e o secretário do Tesouro dos EUA, Robert Lighthizer e Steven Mnuchin, respetivamente, reuniram-se com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, em Xangai, no primeiro frente-a-frente desde que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping acordaram um segundo período de tréguas, no mês passado.

“Ambos os lados realizaram um diálogo franco, eficaz e construtivo sobre as principais questões de interesse económico e comercial comum”, informou a agência noticiosa oficial Xinhua.

Os representantes falaram “do aumento pela China da compra de produtos agrícolas dos EUA, com base nas necessidades nacionais”, e que os Estados Unidos devem “criar condições favoráveis” para essas aquisições, detalhou a agência.

Logo após a delegação norte-americana chegar a Xangai na terça-feira, Donald Trump escreveu no Twitter que o país asiático estava a faltar com o compromisso de comprar mais produtos agrícolas aos EUA.

Trump alertou, esta semana, que pode não haver acordo antes das próximas eleições presidenciais dos EUA, marcadas para novembro de 2020.

E avisou que, se for reeleito, será “muito mais duro” com Pequim.

“Eles vão rezar para que Trump perca, para então fazerem um acordo com alguém que não sabe o que está a fazer”, acrescentou.

O primeiro período de tréguas colapsou após Trump ter subido as taxas alfandegárias sobre o equivalente a 200 mil milhões de dólares (178 mil milhões de euros) de bens importados da China, acusando Pequim de recuar em compromissos feitos anteriormente.

Nenhum dos dois líderes deu, entretanto, sinais de que poderá ceder.

No cerne da guerra comercial está a política de Pequim para o setor tecnológico, que visa transformar as firmas estatais do país em importantes atores globais em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.

Os EUA consideraram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.

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