Défice do Sporting divide Comissão de Fiscalização
O valor real do défice do Sporting está a dividir a Comissão de Fiscalização (CF). António Paulo Santos falou em 122 milhões de euros e os restantes membros responderam ter sido “uma iniciativa individual”.
Os vários candidatos à liderança do Sporting têm mostrado preocupação quanto ao défice, que poderia estar a colocar a SAD leonina numa posição de pré-falência.
“Os salários estão pagos, a situação financeira é normal, há uma questão de tesouraria mas não era segredo para ninguém”, reagiu, há uma semana, o ex-presidente, Bruno de Carvalho.
Mas o órgão que podia esclarecer qual é o verdadeiro montante do défice da tesouraria do Sporting ficou em silêncio até hoje.
Ou melhor: o CF continua em silêncio, mas um dos membros falou aos jornalistas.
António Paulo Santos, o membro da CF que foi o relator dos processos disciplinares impostos aos anteriores membros do Conselho Diretivo, anunciou que “o grupo Sporting terá um défice de tesouraria até ao fim do ano de 122 milhões de euros”.
A revelação apanhou de surpresa o resto da CF, que emitiu um comunicado conjunto para desmentir o colega.
“As declarações vindas hoje a público proferidas por Paulo Santos resultam de uma iniciativa individual, que não compromete a CF e que não tendo sido previamente discutida ou comunicada se torna surpreendente”, defendeu o órgão.
No comunicado, a CF lembrou que as contas do Sporting não estão fechadas, pelo que não pode ser avançado qualquer valor relativo ao défice, mesmo que os candidatos às eleições do próximo sábado continuem a exigir saber o que vão encontrar.
“Oportunamente, a CF entregará o relatório de atividades ao presidente cessante da MAG assim como entregará todos os dossiês com que lidou à Comissão Fiscal e Disciplinar que for eleita no próximo dia 8”, revelou ainda este órgão.