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Defesa de ‘El Chapo’ diz que processo é “uma fantasia” e pede absolvição

A defesa de Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán sustentou hoje que o processo judicial contra o traficante mexicano é “uma fantasia” e atacou as testemunhas da acusação como “um cortejo de pessoas que mentem, roubam, enganam, vendem drogas e matam”.

“Suplico-vos que olhem para os vossos corações e, se têm dúvidas, aferrem-se a elas. Não cedam perante o mito de El Chapo. Aferrem-se às vossas dúvidas e digam não, não, não culpado”, apelou aos jurados o advogado Jeffrey Lichtman nas alegações finais da defesa no tribunal federal de Brooklyn, Nova Iorque.

Lichtman afirmou que a acusação deixou por esclarecer um volume de dúvidas razoáveis equivalente a “um gorila de 300 quilos” e qualificou os testemunhos em tribunal de “lixo repugnante e desonesto”.

O advogado questionou quais os verdadeiros motivos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos neste julgamento e acusou as autoridades de ignorarem ostensivamente Ismael ‘El Mayo’ Zambada, que a defesa afirma ser o verdadeiro líder do cartel.

A acusação, disse, montou “um guião” para o julgamento baseado em “relatos inconsistentes” de “traficantes” que procuram clemência nos seus próprios processos, referindo-se a 14 antigos colaboradores de Guzmán convocados como testemunhas contra ele.

Na quarta-feira, nas alegações finais da acusação, a procuradora Andrea Goldbarg afirmou que “uma avalancha de provas” mostra que ‘El Chapo’ “é culpado de todas as acusações” e descreveu o cartel como uma organização movida “pela corrupção e pela violência”.

Joaquin Guzmán, de 61 anos, é acusado de ter dirigido entre 1989 e 2014 o cartel de Sinaloa, que enviou para os Estados Unidos mais de 154 toneladas de cocaína e grandes quantidades de heroína, metanfetaminas e marijuana, avaliadas em mais de 14 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros).

É também suspeito de protagonizar uma campanha de assassinatos e sequestros e da lavagem de milhares de milhões de dólares.

A deliberação dos jurados deve começar na segunda-feira.

Se for considerado culpado, pode ser condenado a prisão perpétua.

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