Um debate assim-assim, com António Costa ao ataque mas um pouco nervoso. E Pedro Passos Coelho mais à vontade mas na defensiva.
O formato do debate com mais gente a perguntar – três moderadores: Judite de Sousa, João Adelino Faria, Clara de Sousa -, do que a responder – dois entrevistados: Passos Coelho e António Costa – não é o melhor, mas é importante para as audiências, dando em directo e ao mesmo tempo na RTP, SIC e TVI. Gerou uma audiência média conjunta na ordem dos 3,4 milhões de telespectadores, sendo recorde.
A televisão atingiu uma grande saturação principalmente na área política e debates. Um debate já não é um factor determinante na formação do voto. Há outros factores: o facto de a economia estar a melhorar, a situação económica do agregado familiar; os temas em análise; entre outros.
Uma pessoa que tenha o voto definido não vai mudar em função de um debate. Pode todavia fazer com que um abstencionista mude de ideias e vá votar.
Por outro lado, deste frente-a-frente Passos Coelho vs. António Costa, há os vários debates que se fazem a seguir ao próprio debate e toda a interpretação que se faz pela comunicação social que pode influenciar o voto. A ideia com que fiquei no debate com Pedro Passos Coelho e António Costa é que António Costa teve uma ligeira vantagem pela sua maior impetuosidade, funcionando o factor surpreso, pois a sua postura é habitualmente pacata e cordata.
Tinha que o fazer, não tem nada a perder e está a lutar pela sua sobrevivência. Se António Costa perder no dia 4 de Outubro tem as malas aviadas. Ao invés, Passos Coelho teve uma postura de dever cumprido mas esteve excessivamente na defensiva.
Não me surpreenderia nada que em nova sondagem houvesse inversão da tendência de o PS continuar a cair nas sondagens. E novo empate técnico.
Mas este debate não foi minimamente esclarecedor: na área da segurança social; como é que o PSD/CDS ou o PS vão fazer para aprovar o próximo Orçamento de Estado não tendo maioria absoluta; nos impostos; na mudança no sistema eleitoral; na forma de combater a abstenção.
A campanha propriamente dita só começa a 20 de Setembro até 2 de Outubro, mas isso não interessa para nada.
Mas, eu já estou farto e cansado. Nunca mais chega o dia 4 de Outubro, para ver-me livre destas eleições. E, ganhar fôlego para novas eleições presidenciais.
Não achei este debate decisivo e está tudo em aberto.
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