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Daniel Oliveira diz que reportagem sobre IRA prova “fanatismo quase religioso” do PAN

A TVI emitiu nesta quinta-feira uma reportagem sobre o IRA, uma associação de resgate de animais que usa métodos ilegais, assumidos pelo líder do grupo. “A relação do PAN com este grupo criminoso é das acusações mais graves até hoje feitas a um partido com assento parlamentar”, defende Daniel Oliveira, sugerindo que o partido liderado por André Silva tem uma agenda escondida.

Na investigação emitida ontem, a TVI acusa o IRA – Intervenção e Resgate Animal de práticas “terroristas”. A estação de Queluz acusa ainda o PAN de ter uma ligação com este grupo.

Cristina Rodrigues faz parte da comissão política do PAN e foi candidata à Câmara Municipal de Sintra, além de ser chefe de gabinete do deputado André Silva.

Em declarações à TVI, Cristina Rodrigues não conseguiu negar que é uma das encapuzadas que aparecem num vídeo feito pelo grupo de resgate a animais.

Para o jornalista Daniel Oliveira, “a reportagem da TVI sobre o IRA e sobre a relação do PAN com este grupo criminoso é das acusações mais graves até hoje feitas a um partido com assento parlamentar”.

“Há algum tempo que aviso que, atrás deste partido com supostas boas intenções, há um ambiente de fanatismo quase religioso que passa ao lado da maioria das pessoas. Mesmo assim, o que surge nesta reportagem e a suspeita de relações diretas do PAN com o IRA (incluindo uma importante dirigente do partido – Cristina Rodrigues) ultrapassa tudo o que se poderia imaginar”, assinala ainda, num post no Facebook.

Daniel Oliveira aguarda agora uma reação do PAN e espera mais pormenores sobre o assunto. Até porque, na sua opinião, as justificações dadas pelo deputado André Silva “aumentam as suspeitas sobre o partido que obviamente não desconhece a natureza desta organização”.

Assinada pelos jornalistas Ana Leal e André Carvalho Ramos, a reportagem fala em “perseguições armadas aos donos” dos animais feitas pelo IRA, instituição que chega mesmo a entrar “dentro das suas casas” e “ameaçam de morte quem os enfrenta”.

Esta entidade está a ser investigada pela Unidade de Contraterrorismo da Polícia Judiciária e pelo Ministério Público.

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