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“Custa-me que um monstro tenha direito a um funeral religioso”, diz Ventura

Reflexões impactantes de André Ventura, numa reação aos crimes do Seixal, onde um homem matou a filha, de 2 anos, e a sogra, de 60, suicidando-se. “A liturgia religiosa, a evocação de Deus e do perdão a mim, como ser humano, choca-me profundamente em casos como este”, salienta.

“A imagem de cerimónias religiosas a um homem que acaba de matar brutalmente a sogra e a própria filha, depois de a intoxicar, é qualquer coisa que choca o sentimento de civilidade e bom senso”, analisa o jurista, em declarações ao PT Jornal.

Em causa, o funeral de Pedro Henriques, um homem de 39 anos que esfaqueou a sogra, de 60 anos, matou a filha de 2 anos e cometeu suicídio, na passada terça-feira.

“Custa-me que um monstro tenha direito a um funeral religioso”, defende André Ventura.

“O perdão cabe a Deus e não ao Estado, que deve ser laico e independente de todas as igrejas. Mas ver um monstro que matou a sogra e a filha bebé ter um funeral onde o nome de Deus é evocado e onde o amor é aclamado deixa-me, pessoalmente, muitas reservas. E choca-me! A liturgia religiosa, a evocação de Deus e do perdão a mim, como ser humano, choca-me profundamente em casos como este”, considera ainda.

“Todos têm ou não direito a funeral? Todos têm ou não direito à preservação da memória? Talvez sim. Mas que o Estado ainda comparticipe, nalguns casos, estes funerais, parece-me inaceitável”, conclui o autarca.

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