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CTT regularizam “nos próximos dias” distribuição de prestações sociais em Gaia

Os CTT garantiram hoje que o atraso na distribuição de prestações sociais em algumas freguesias de Vila Nova de Gaia estará resolvido “nos próximos dias”.

Em causa está uma perturbação que fez com que reformas e outras prestações sociais só hoje estejam a começar a chegar aos destinatários, depois de na Central de Correios de Vila Nova de Gaia, nas Devesas, terem chegado ao fim contratos com alguns funcionários, segundo revelaram à agência Lusa pensionistas moradores na freguesia de Valadares, afetados pelo atraso.

Contactada pela Lusa, fonte oficial dos CTT adiantou que os correios “começaram a receber os vales para pagamento das pensões na passada segunda-feira, dia 04, estando atualmente a proceder à entrega dos referidos vales na zona em questão. A situação deverá estar regularizada nos próximos dias”.

A mesma fonte garantiu que os CTT, “conscientes da importância das reformas para as populações, tratam as prestações sociais como correio prioritário”.

Quanto à falta de recursos humanos, a empresa disse apenas que “os CTT garantem os recursos necessários para o desempenho das tarefas de distribuição na referida zona”, não confirmando nem desmentindo a saída dos funcionários em causa, nem a sua substituição.

Em fevereiro, o presidente executivo dos CTT, Francisco de Lacerda, referiu que mais de 400 trabalhadores já saíram da empresa no âmbito do programa operacional de transformação, em vigor desde novembro de 2017, 268 das quais este ano.

O responsável revelou ainda que, recentemente, foram contratadas mais 200 pessoas para funções como a distribuição do correio, a “interface com os clientes” e para o banco, sublinhando que a empresa conta com 12 mil funcionários.

No ano passado, o Movimento de Utentes de Serviços Públicos (MUSP) defendeu que o serviço prestado pelos CTT demonstra uma “degradação como não há memória no país”, pelos atrasos superiores a meia hora no atendimento e pelo prazo das entregas.

Falando no encerramento de estações no litoral – “porque as do interior já estão fechadas” –, o representante destacou que “a degradação do serviço vai muito além do encerramento das estações”.

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