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Cristas diz que se o SNS está a morrer e culpa Governo e quem o apoia

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, confrontou hoje o primeiro-ministro com a falta de recursos no Serviço Nacional de Saúde, com António Costa a refutar todas as críticas e a destacar o aumento do número de profissionais.

“Falta de profissionais na saúde, falta de investimento, nalguns casos o pior ano de sempre foi o ano passado, tempos de espera demasiado longos, dívidas a aumentar”, descreveu Assunção Cristas, no debate quinzenal no parlamento.

A líder do CDS-PP disse ter ouvido, junto dos profissionais de saúde com quem se reuniu na semana passada, a expressão “o Serviço Nacional de Saúde está a morrer”, considerando que “se está a morrer, há um responsável, é este governo e quem o apoia”.

A deputada centrista manifestou “grande perplexidade” por o despacho que permite aos hospitais contratar, sem autorização do Governo, profissionais de saúde, excluir a contratação de médicos.

Na resposta, o primeiro-ministro disse que “os médicos estão excluídos porque têm regime próprio de contratação”. “Há dois concursos anuais para a contratação de médicos e tem um mecanismo próprio que não tem de ser abrangido por essa contratação corrente feita pelos hospitais. E esses sim é que estavam sujeitos a autorização pontual e foi essa que foi necessário eliminar”, precisou.

Quanto à falta de recursos no SNS, António Costa reconheceu que as necessidades do Serviço Nacional de Saúde “são imensas” e fez as contas ao número de profissionais que foram contratados nos hospitais e serviços de saúde “visitados” pela líder do CDS-PP, no âmbito da “volta pela saúde” que realizou.

“Só nos cinco hospitais e centros de saúde que visitou na semana passada temos um aumento de médicos especialistas de 2.800 para 3.048. De médicos internos, de 1.599 para 1.676, de enfermeiros de 7.303 para 8.096, de técnicos de diagnóstico de 1.541 para 1.643”, sublinhou.

António Costa disse que para melhorar o Serviço Nacional de Saúde “é preciso não voltar para trás”, acusando o executivo anterior de “cortar nos meios necessários”.

Assunção Cristas contrapôs que hoje o país está pior a nível do serviço público de saúde porque os profissionais “não são suficientes” para cobrir medidas do atual executivo, nomeadamente a passagem das 40 para as 35 horas de trabalho, sem acautelar as condições para o fazer.

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