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Costa diz que desenvolvimento do país só se consegue “pedalando”

O primeiro-ministro, António Costa, comparou hoje, em Paredes de Coura, o processo de desenvolvimento do país a uma “bicicleta”, afirmando que para “avançar” é preciso “pedalar sempre”, fazendo “mais e melhor”.

“O processo de desenvolvimento é como a bicicleta. Ou continuamos a pedalar e a avançar ou paramos de pedalar e caímos. Como não podemos cair, temos de continuar a pedalar, temos de fazer mais e fazer melhor”, afirmou.

António Costa falava durante a cerimónia de lançamento do concurso da empreitada de construção da nova ligação rodoviária do parque empresarial de Formariz, em Paredes de Coura, à autoestrada A3 (nó de Sapardos), num investimento de 9,5 milhões de euros suportados apenas pelo Orçamento do Estado.

Para o chefe do Governo, a criação das infraestruturas rodoviárias previstas no Programa de Valorização das Áreas Empresariais lançado pelo Governo, em fevereiro de 2017, vai “potenciar o desenvolvimento é absolutamente essencial para o conjunto do pais”.

O acesso rodoviário hoje lançado a concurso público, com cerca de 8,8 quilómetros de extensão, é reclamado há cerca de duas décadas.

“Estes 8,8 quilómetros que parecem uma pequena distância fazem uma enorme diferença para a competitividade de todas as empresas que existem aqui em Paredes de Coura”, disse Antónia Costa, justificando que o “grosso” do investimento público “tem estado concentrado na ferrovia e nos portos de mar, por serem ligações “essenciais para a internacionalização da economia portuguesa”, disse durante a cerimónia que decorreu sede da empresa Fly London, do grupo Kyaia – maior empregador do concelho.

O primeiro-ministro realçou que a “pequena infraestrutura” hoje lançada a concurso vai “fazer uma enorme diferença” em Paredes de Coura, concelho que “já demonstrou ter todas as condições para que valha a pena fazer investimento público”.

“O desemprego a nível nacional está nos 6,8 por cento mas aqui em Paredes de Coura está abaixo dos 5 por cento. Aqui em Paredes de Coura as exportações têm crescido, ao longo dos últimos anos, de uma forma muito significativa. De 2013 até hoje aumentou 10 vezes o volume de exportações. Temos que fazer esta estrada para criar melhores condições para que este processo de crescimento se possa continuar a desenvolver”, frisou.

Segundo dados avançados pelo presidente da Câmara de Paredes de Coura, Vítor Paulo Pereira, no parque empresarial de Formariz , que vai ser servido pela nova ligação, estão instaladas 35 empresas que representam um volume de negócios de 200 milhões de euros, sendo que 150 milhões em exportações.

O autarca socialista afirmou que o concelho “merece” a nova estrada porque já “perdeu muito” com a sua ausência.

“Perdemos muito investimento do ponto de vista do turismo tem sido uma desgraça”, referiu Vítor Paulo Pereira.

“Não é uma estrada de piedade ou porque temos maior proximidade com as entidades e estruturas do Estado mas porque a merecemos. Quem trabalha e luta muito merece ser premiado”, reforçou.

Já o empresário do grupo Kyaia, Fortunado Frederico, apelou ao primeiro-ministro para apoiar o interior do país.

“É gente de garra. Senhor primeiro-ministro é esta gente do interior que tem de ser apoiada não é gente que aparece nas revistas e nos ?cocktails’. Não se esquivam ao trabalho. É isto que temos de aprender com as pessoas do interior, são muito mais dedicadas ao trabalho, muito mais repensáveis e que o poder central tem de as apoiar, mas sem limite”, disse Fortunato Frederico que há 30 anos instalou naquele parque uma fábrica da Fly London.

A empreitada agora lançada “visa a melhoria das condições de acessibilidade, circulação e segurança” naquele troço e envolve a execução de “quatro novas rotundas para beneficiação das condições de mobilidade na ligação à rede viária local, a construção de oito obras de arte e de uma ponte sobre o Ribeiro das Corredouras”.

A obra inclui a construção de dois pontões, sobre a Ribeira de Sapardos e sobre a Ribeira de Borzendes, de duas passagens agrícolas, duas passagens inferiores e uma passagem superior para peões”.

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