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Costa considera que OIT foi “decisiva” para abandonar “projeto incoerente de austeridade expansionista”

O primeiro-ministro português, António Costa, defendeu hoje na 108º reunião da Organização Internacional do Trabalho a estratégia do seu Governo para contrariar a “austeridade expansionista” dos tempos de crise tendo como base os dados fornecidos por esta instituição.

“Por exemplo, a ideia de que Portugal tinha um mercado laboral excessivamente rígido e que, por isso, o aumento da produtividade exigia a flexibilização das leis laborais foi uma das noções que pudemos contrariar, com base nesses estudos comparativos [da Organização Internacional do Trabalho”, afirmou António Costa, falando no plenário da 108º reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

E, segundo o chefe do Governo português, não foi a única noção revertida pelo seu executivo. “O Governo português assumiu, desde o primeiro momento, a necessidade de abandonar o projeto incoerente de austeridade expansionista a que o país foi sujeito durante a crise. Pelo contrário, investimos numa estratégia para a economia e para o emprego”, acentuou.

“Durante os anos mais difíceis da crise económica e financeira que nos atingiu, a OIT foi decisiva, por trazer para o debate dados e estudos que ampliaram o nosso conhecimento sobre o mercado de trabalho português”, reforçou.

António Costa indicou ainda que “uma estratégia de crescimento sustentável não pode passar pela desvalorização do trabalho” e que “o trabalho será sempre trabalho com direitos”, gerando emprego e riqueza, assim como uma “sociedade mais justa, solidária e inclusiva”.

Esta reunião acontece anualmente em Genebra e junta membros de vários governos do Mundo, deputados, representantes sindicais e do patronato entre dia 11 e 21 de junho, em Genebra, na Suíça. A reunião deste ano, com o tema “O Futuro do Trabalho, coincidiu com o 100º aniversário desta instituição.

Sobre o futuro do trabalho, Costa também fez algumas considerações, nomeadamente sobre a importância da separação entre o trabalho e a vida pessoal. “Este é também o momento de refletir sobre a necessidade de alargar o controlo sobre os tempos da nossa vida, garantindo equilíbrios justos e sustentáveis entre trabalho e vida pessoal e entre quem tem e quem não tem trabalho”, considerou ainda.

O primeiro-ministro começou o dia em Genebra com uma visita a António Vitorino, diretor-geral da Organização Internacional das Migrações (OIM), seguido por uma reunião com o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, Guy Ryder.

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