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Consumo de vinho “aumentou acentuadamente” durante a pandemia, conclui estudo europeu

Uma pesquisa concluiu que, durante o confinamento, o consumo de vinho aumentou de forma acentuada em Portugal, Espanha, França e Itália.

O estudo, promovido pela Associação Europeia de Economistas do Vinho (EUAWE) e a Cátedra Wine and Spirits, da Universidade de Bordéus, consistiu num inquérito que teve como finalidade compreender os comportamentos dos consumidores, durante este período de confinamento.

Durante os dias 17 de abril e 10 de maio, foi realizado um inquérito, sendo que Portugal deu o contributo no trabalho através de João Rebelo, investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, e vice-presidente da EUAWE.

No total, foram obtidas 6600 respostas validadas, naqueles quatro países.

A UTAD divulgou as conclusões da pesquisa, que conclui que naqueles quatro países, “aumentou acentuadamente” o consumo de vinho durante o confinamento, em contraponto com a cerveja e bebidas espirituosas, cujo consumo caiu.

O local preferencial para compra de vinho foi o supermercado e, em segundo lugar, as garrafeiras.

Em paralelo com este aumento de consumo, verificou-se um fenómeno curioso: a queda do preço médio dos vinhos, apesar do aumento da procura.

O estudo também avaliou as compras online, sendo que 80 por cento dos inquiridos não recorreu a qualquer plataforma virtual. No caso dos portugueses, apenas 5,2 por cento comprou vinho nas lojas online.

Os investigadores consideram que, a justificar este aumento do consumo de vinho pode estar a “ansiedade gerada pela pandemia”, uma vez que os inquiridos manifestaram, em paralelo, um “receio muito forte das consequências económicas da crise sanitária”.

Solidão e perda de emprego são causas, mas há também, no polo oposto, razões apontadas para a procura destas bebidas e pela qualidade das mesmas.

“Por parte dos investigadores o compromisso passa pelo aprofundamento dos resultados obtidos nesta consulta, utilizando métodos estatísticos e ecométricos mais profundos”, explicou o investigador da UTAD João Rebelo, em declarações reproduzidas pela agência Lusa.

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