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“Conheço hoje melhor o PS, por isso sou a crítica que sou e não abdicarei nunca de ser”

Ana Gomes deixou recados internos ao Partido Socialista numa altura em que ainda se encontra “em reflexão” sobre uma candidatura à Presidência da República.

Numa entrevista à SIC Notícias, da qual é comentadora, a antiga eurodeputada lembrou a experiência que acumulou no período em que foi vereadora em Sintra e os 15 anos em que foi eurodeputada.

“Passei por várias fases, conheço hoje melhor o partido, em certas coisas com as quais me identifico e, por isso, sou membro do partido. E noutras coisas com as quais não só não me identifico como combato e, por isso, sou a crítica que sou. E não abdicarei nunca de ser. Como nunca deixei de o ser”, afirmou Ana Gomes.

Críticas que já visaram diretamente António Costa, que numa visita em conjunto com o Presidente da República ‘lançou’ a recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa a Belém.

De regressso à militância de base, Ana Gomes tem insistido que o PS deve apresentar um candidato próprio em vez de apoiar um antigo… presidente do PSD.

Mas o mal não é só do PS, acrescentou de imediato: os partidos, que a diplomata encaram como escolas de formação política, são agora circuitos fechados para a defesa dos “interesses” de quem os lidera.

“A tendência é para se tornarem em agências de emprego, ou instrumentos de poder, de interesses”, afirmou.

“Isso é preverso, isso é mau para os partidos. Normalmente não dá bons resultados para os partidos e não dá, certamente, bons resultados para a política democrática”, reforçou, admitindo que debateu mais política nos 15 anos em Bruxelas do que nos mais de 40 dentro do PS.

“Eu não sou membro de um clube de futebol, sou membro de um partido, um partido é suposto ter princípios, programas, valores e gente com cabeça para pensar e não para seguir o chefe acriticamente”, finalizou Ana Gomes.

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