Ásia

Companhia de Eletricidade de Macau reforça rede de transmissão de energia para responder a tufões

A Companhia de Eletricidade de Macau anunciou hoje o reforço da rede de transmissão de energia da China continental para Macau para garantir a segurança e o fornecimento de eletricidade ao território durante a próxima época de tufões.

“Os pontos de fornecimento de energia de rede principal de 500 volts (kV) vão aumentar de dois para três”, afirmou Gabriel Chan, da Companhia de Eletricidade de Macau (CEM), na conferência de imprensa de apresentação de medidas de segurança e contingência.

Ao mesmo tempo, a CEM vai alterar gradualmente os cabos aéreos de 220 kV para cabos de transportes subterrâneos.

Atualmente, mais de 70 por cento da energia em Macau é importada da China, pouco mais de 20 por cento é gerada pela CEM e o resto provém da Incineração de Resíduos Sólidos de Macau.

Outra medida de contingência tem a ver com as inundações: aquando do içar do sinal de ‘storm surge’ [maré de tempestade], a CEM irá suspender o fornecimento de energia em algumas áreas baixas, indicou o mesmo responsável.

Ao evitar danos graves nas instalações, esta última medida irá “acelerar o restabelecimento do fornecimento de energia”. Em 2017, aquando da passagem do tufão Hato, milhares de pessoas sofreram interrupções no fornecimento de eletricidade e de água.

A elevação de infraestruturas, a inspeção e substituição de instalações de energia e a instalação de barreiras anti-inundações constituem outras medidas “para melhorar significativamente a resiliência a desastres”.

Este ano, a CEM apostou também no reforço da comunicação com o público. Através da aplicação “GeoGuide para emergências”, lançada em outubro do ano passado, a população pode seguir várias informações em tempo real sobre o estado do tempo.

Nove meses depois do super-tufão Mangkhut e quase dois anos após o devastador Hato, a cidade prepara-se novamente para a época de tufões, com os Serviços de Meteorologia a preverem já entre quatro e seis ciclones tropicais até ao início de outubro.

Em maio, a Secretaria para a Economia e Finanças tinha anunciado estarem definidos novos planos de contingência para responder a desastres, destacando a garantia do abastecimento de bens de primeira necessidade e a estabilidade dos respetivos preços.

Em meados de setembro do ano passado, o tufão Mangkhut, considerado o mais forte da temporada, causou prejuízos económicos diretos e indiretos no valor de 1,74 mil milhões de patacas (192 milhões de euros), segundo o último balanço das autoridades.

Apesar de se caraterizar pela mesma intensidade que o Mangkhut, o tufão Hato, no ano anterior, fez dez mortos, mais de 240 feridos e prejuízos avaliados em 1,3 mil milhões de euros.

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