Comandantes dizem que António Costa quis “aniquilar os bombeiros”

O presidente da Associação de Comandos dos Bombeiros Portugueses, que reúne 90 comandantes de todo o país, vem a público deixar críticas a António Costa e revelar que o agora primeiro-ministro, quando era ministro da Administração Interna, em 2007, criou uma lei de Proteção Civil que pretendeu “aniquilar os bombeiros”. Mas as críticas não se ficam por aqui.

“António Costa produziu a atual lei de Proteção Civil, quando estava na Administração Interna, para aniquilar os bombeiros e privilegiar outras entidades como a GNR”, assumiu Carlos Jaime, em declarações ao Correio da Manhã, quando questionado sobre o que terá de mudar para que os fogos em 2018 não tenham a dimensão que tiveram em 2017.

E tratou de avisar que os comandantes não gostaram de ver Jorge Gomes deixar de ser secretário de Estado da Administração Interna.

“Somos contra a saída de Jorge Gomes (ex-secretário de Estado) do Governo. As ideias dele sempre mereceram o nosso acordo.”

O novo ciclo no combate aos fogos deverá passar por uma reorganização dos bombeiros (que se vem falando nos corredores políticos e dos soldados da paz) mas esta tem causado polémica.

Governo está a querer “arranjar um bode expiatório junto dos bombeiros”

Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros, citado pelo jornal Sol, já fez saber que o Governo está a querer “arranjar um bode expiatório junto dos bombeiros” que justifique as falhas no combate às chamas.

Para o futuro, e voltando ao líder da associação de comandos de bombeiros, Carlos Jaime, este diz ser necessária uma mudança na “lei de financiamento atual”, pois “pelo menos 210 corporações perderam dinheiro”.

“Defendemos a extinção dos atuais 18 comandos distritais, e a criação de cinco regiões de comando de bombeiros”, revela, dizendo ainda que “a reforma da lei orgânica da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC)” tem de sofrer uma alteração.

Mas não se fica por aqui. Carlos Jaime diz que “os bombeiros devem ter um comando autónomo”.

Nesta entrevista, o presidente da Associação de Comandos dos Bombeiros Portugueses revela ainda que os comandantes defendem que “durante todo o ano, os mais de 300 homens do GIPS da GNR devem ser divididos para patrulhar as matas e o respetivo equipamento deve ser doado às corporações do interior”.

O que correu mal este ano?

Carlos Jaime assume ainda o que entende que falhou este ano com os fogos florestais.

“Os meios aéreos e terrestres foram escassos. Além disso, importa ver porque as viaturas que estavam a combater os fogos foram retiradas das aldeias , para ir combater frentes de fogo a chegar a estradas”, disse.

E prosseguiu: “A guarda florestal nunca devia ter sido extinta, e as corporações do interior devem ser reforçadas com homens e viaturas. Os ‘canarinhos, em vez de estarem acantonados em Portalegre, devem ser divididos pelo país durante o ano”.

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