Economia

Cofidis envia propostas de crédito preenchidas e pré-aprovadas por correio

eurosA empresa de crédito Cofidis está a enviar a potenciais clientes propostas pré-aprovadas, por correio, que suscitaram uma investigação do Banco de Portugal (BdP). O folheto surge com informação já preenchida pela Cofidis. Esta instituição de crédito alega que o cliente é livre de decidir se quer fazer o empréstimo.

Uma campanha da Cofidis gerou uma análise por parte do BdP, que considera que o caso pode ser considerado como estratégia de maketing agressiva. Aquela empresa está a enviar aos potenciais clientes uma proposta de crédito pessoal, onde apresenta algumas informações já preenchidas.

Desde dados pessoais de potenciais clientes, a quantias do crédito que a empresa propõe: alguns dados da campanha de crédito são pré-definidos pela Cofidis. As propostas são enviadas por correio, onde segue também um envelope (RSF) para que os destinatários possam responder sem custos à proposta de crédito.

Esse valor do empréstimo já preenchido está pré-aprovado pela Cofidis, pelo que o simples envio do envelope (com todos os dados do cliente e outra documentação necessária) representa que o contrato será realizado. O BdP considera que este tipo de venda pode estar fora da lei e está a analisar o caso.

Os potenciais clientes podem, na verdade, estabelecer compromissos induzidos pela simplicidade do processo. Por outro lado, numa altura de dificuldades económicas de algumas famílias, um esquema de venda com estas características poderá suscitar contratos impensados.

O BdP vai averiguar se está perante um caso de venda agressiva, sendo que a campanha poderá ser suspensa. Em declarações ao Diário Económico, a empresa de crédito alega que apenas apresenta uma proposta e que o cliente tem o poder de decidir se a aceita ou declina.

Os créditos propostos pela Cofidis atingem os 5000 euros. São empréstimos para 24 meses, que têm uma prestação que ronda os 250 euros. No total, em dois anos, os clientes terão custos superiores a 1100 euros.

A falta de conhecimento sobre questões financeiras pode ser o trunfo para conseguir novos clientes que se encontrem em situação económica débil. O BdP está a investigar a transparência e lealdade da proposta.

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