Economia

CMVM: Queixa no MP por suspeita de manipulação da dívida soberana por especuladores

cmvmO Ministério Público (MP) recebeu queixa da CMVM, por suspeita de um crime de manipulação da dívida soberana de Portugal. Em causa, de acordo com o presidente daquele supervisor do mercado, um artigo publicado num “prestigiado” órgão de imprensa internacional, cujo autor teria interesse na desvalorização da dívida pública.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) avançou com uma queixa no Ministério Público, por suspeitar dos objetivos dos autores de um artigo, publicado num órgão de imprensa internacional com prestígio.

Segundo revelou hoje aos deputados o presidente da CMVM, Carlos Tavares, durante uma audição na Comissão de Orçamento e Finanças, que decorreu no Parlamento, o supervisor do mercado encontrou indícios do crime de manipulação da dívida portuguesa.

O caso está relacionado com um artigo que aborda a dívida de Portugal, sendo que os autores do texto poderão ter lançado aquele texto com objetivos de provocar uma desvalorização da dívida pública portuguesa.

Esta prática, a confirmar-se, constitui um crime de manipulação, sendo que o MP vai proceder a uma investigação o caso, depois da queixa que a CMVM fez chegar e que foi tornada pública por parte de Carlos Tavares, hoje.

O presidente do regulador do mercado não adiantou mais pormenores sobre o caso, nesta audição parlamentar, mas assegurou que “os indícios de crime de manipulação de mercado foram participados ao Ministério Público”, segundo adianta, citado pela agência Lusa.

O artigo em causa abordava o quadro económico português e as perspetivas sobre a recuperação económica, o que tem implicações no comportamento dos investidores e, por via indireta, na valorização ou desvalorização da dívida soberana portuguesa nos mercados.

Os autores do artigo, de acordo com Carlos Tavares, “tinham interesse na desvalorização da dívida pública” portuguesa, sendo que os reais objetivos daquele artigo seriam manipular os mercados.

Em virtude da crise internacional e da retração do consumo, resultado das medidas de austeridade resultantes das restrições orçamentais em Portugal, levam a que centenas de empresas encontrem nos mercados internacionais a solução para os seus problemas

O presidente da CMVM, nesta audição no Parlamento, abordou ainda a eventual saída da Grécia do projeto de moeda única, considerando que esse cenário “não tem de ser considerado necessariamente negativo”.

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