Motores

Citroën à procura do terreno perdido na Sardenha

A Citroën está disposta a recuperar terreno no Campeonato do Mundo no Rali da Sardenha, onde volta a alinhar com três C3 WRC, depois de em Portugal ter alinhado com quatro carros. Desta vez a Kris Meek e Craig Breen junta-se Andreas Mikkelsen.

O norueguês é visto como um reforço importante para mudar a tendência do campeonato, depois de Kris Meeke ter perdido muitos pontos na Argentina e Portugal.

Tal como as provas argentina e portuguesa, o Rali da Sardenha disputa-se em pisos de terra, mas a sua configuração é algo diferente. Por vezes a estra são estreitas e sinuosas, bordejadas por uma densa vegetação, que mascara grandes pedras que se devem evitar.

Cobertas com uma espessa camada de areia e poeira, a ordem de partida é fundamental nas primeiras passagens das especiais, um desafio que é significativamente diferente na segunda volta, em que os pilotos passam a lidar com os trilhos feitos durante a primeira. As altas temperaturas – que se espera subam aos 30º C, são outra das dificuldades com que terão de lidar.

Craig Breen é o primeiro piloto da Citroën na estrada, já que ocupa o sétimo posto no campeonato, e terá certamente a tarefa mais dura no primeiro dia, enquanto Kris Meeke passa na estrada em nono e deverá contar com uma estrada mais ‘limpa2.

“Vimos de duas provas difíceis na Argentina e Portugal. Estamos muito focados para regressar à espiral positiva que nos permitiu ganhar no México e, em seguida, discutir a vitória na Volta à Córsega, antes do problema técnico que nos afetou”, começa por dizer Kris Meeke.

O britânico não disputou a prova italiana no ano passado, por isso é uma prova que vai reencontrar: “Técnicas e escorregadias, as especiais exigem muita precisão, especialmente quando a estrada é estreita. Não será fácil obter uma experiência de puro prazer de condução neste tipo de terreno, mas vamos trabalhar para fazer um bom rali”.

Meeke considera que a chegada de Mikkelsen à equipa é algo de muito positivo: “A sua experiência será valiosa e ele tem o potencial para ganhar ralis. Vamos trabalhar em conjunto para levar a Citroën às vitórias”.

O norueguês está naturalmente entusiasmado com a oportunidade, chamando a atenção que espera uma experiência diferente do primeiro contacto que teve com o C3 WRC: O carro de testes era muito diferente do que iremos ver na Sardenha, mas isso deu-me boas indicações quanto ao seu potencial”.

“Com apoio aerodinâmico e a potência do motor, as sensações ao volante são impressionantes. Começamos a trabalhar nas afinações de acordo com o meu estilo de condução. Quanto ao próximo fim de semana, não tenho ideia do nível em que iremos estar. Sei que tenho uma boa ordem de partida, no primeiro dia, mas o nível atual do WRC é tão elevado que devemos manter a humildade. Vamos fazer o nosso melhor neste terreno difícil”, promete Mikkelsen.

1Shares

Mais partilhadas da semana

Subir