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Cisnes: Nova Iorque vai ‘limpar’ mais de 2000 aves para controlar a “praga”

cisne 210cisnesO estado de Nova Iorque, nos EUA, pode deslocar ou até mesmo matar mais de 2000 cisnes. A propagação da espécie tem sido tão intensa que as aves tornaram-se numa ameaça para a saúde pública, devido às fezes que contaminam as águas, e para a aviação.

Os cisnes estão no centro do ‘bailado’ político do estado norte-americano de Nova Iorque. O Departamento de Conservação propõe a deslocação forçada ou a morte de pelo menos 2200 exemplares da espécie, alegando que as aves destroem plantas, atacam pessoas, ameaçam a saúde pública ao contaminar as águas com a bactéria E. coli (através das fezes) e são um perigo para o tráfego aéreo.

“Os métodos de controlo letal incluem atirar nos cisnes que vagam livres e capturar os vivos, aplicando neles a eutanásia, segundo as regras estabelecidas para animais selvagens”, refere a proposta, que sugere ainda a destruição dos ninhos e dos ovos (a untar com graxa, furar ou esterilizar) para evitar a procriação da espécie. Um dos exemplos citados pelo documento foi a colisão de um avião da US Airways com um bando de gansos, em 2009, obrigando o aparelho a amarar de emergência no rio Hudson.

O documento tem gerado várias reações, quer a favor, quer contra. “Ainda tenho que encontrar alguém que tenha sido seriamente ferido por um cisne”, ironizou David Karopkin, fundador de uma associação de defesa dos animais sediada em Nova Iorque: “é simplesmente escandaloso tentar eliminar uma espécie inteira e que vive no estado há mais de 150, quase 200 anos”.

 

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