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Chumbo deixa Portugal “um passo mais perto” da despenalização” da eutanásia, alega o Bloco

A líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, considerou hoje que Portugal está “um passo mais perto” de despenalizar a morte assistida, depois do Parlamento ter chumbado a proposta do partido nesse sentido.

“Estou absolutamente convicta de que Portugal está um passo mais perto de ter a despenalização da morte assistida e, portanto, de sermos um país que respeite mais a dignidade e a escolha de cada um e de cada uma”, declarou.

A deputada falava aos jornalistas no Parlamento, no final da sessão plenária que chumbou os projetos de lei do PAN, BE, PS e PEV para a despenalização da eutanásia.

Catarina Martins saudou o “extraordinário caminho que foi feito por um movimento amplo de cidadãos” no sentido da descriminalização da morte assistida, considerando que hoje “há tanta gente que compreende a absoluta necessidade de se regular na lei o que existe na intimidade”.

Questionada sobre se o Bloco voltará, e quando, a apresentar uma iniciativa legislativa para despenalizar a eutanásia, Catarina Martins respondeu que o partido  “voltará certamente” ao tema, mas não esclareceu, para já, em que momento o pretende fazer.

“Estamos certos de que este caminho vai continuar porque as perguntas que são postas não podem ficar sem resposta”, disse.

A Assembleia da República chumbou hoje os projetos de lei do PAN, BE, PS e PEV para a despenalização da eutanásia.

O projeto do PAN teve 107 votos a favor, 116 contra e 11 abstenções. O diploma do PS recebeu 110 votos a favor, 115 contra e quatro abstenções.

O projeto do BE recebeu 117 votos contra, 104 a favor e oito abstenções. O diploma do PEV recolheu 104 votos favoráveis, 117 contra e oito abstenções.

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