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CGTP: “É uma das maiores greves gerais alguma vez realizadas em Portugal”, diz Arménio Carlos

armenio carlosArménio Carlos, secretário-geral da CGTP, defendeu que a greve de hoje é “uma das maiores greve gerais alguma vez realizadas em Portugal”. Segundo o líder da central sindical, o País está a mostrar “um cartão vermelho” ao Governo e à troika. A CGTP fala num Orçamento de Estado “inconstitucional” e promete pedir uma audiência ao Governo.

“Esta foi a resposta dos trabalhadores portugueses, contra política do Governo e da troika”, salientou o secretário-geral da CGTP, que vê na paralisação e na manifestação, que ocorreu por todo o país, a mostragem de “um cartão vermelho ao Governo e à troika”, responsáveis pelas políticas de austeridade que não geram consenso.

Numa conferência de imprensa, onde analisou esta greve, Arménio Carlos fez uma “saudação particular aos trabalhadores que participaram da greve geral”, entre os quais “dirigentes e delegados sindicais, elementos de comissão de trabalhadores e muitos ativistas sindicais que integraram os piquetes de greve”.

“Está neste momento em curso uma das maiores greves gerais alguma vez realizadas em Portugal”, enfatizou Arménio Carlos, que pretende discutir com o Governo as funções sociais do Estado, para mostrar que não são necessários cortes. A CGTP considera ainda que o Orçamento de Estado é inconstitucional.

“A CGTP vai solicitar uma audiência ao Governo e aos partidos, para apresentarmos uma fundamentação sobre o que devem ser as funções sociais do Estado. Estamos a preparar um documento que elencam o que nós consideramos serem medidas inconstitucionais”, disse Arménio Carlos.

A CGTP aponta uma taxa de adesão à greve de 90 por cento, número que o primeiro-ministro já comentou hoje. No entanto, Passos Coelho disse apenas que não quer “entrar na guerra dos números”. Passos disse ainda que não era possível, no momento, fazer qualquer avaliação sobre a adesão à greve.

Os manifestantes saíram às ruas para gritar contra o Governo e contra a troika. Pediu-se a demissão do executivo de Passos Coelho, rosto das políticas de austeridade que os manifestantes não apoiam.

A ação convocada pela CGTP levou às ruas pessoas que se dizem sem perspetivas de futuro, inconformadas com a perda de direitos conquistados com greves do passado. “Basta a esta política de austeridade” foi a frase que serviu de mote à ação de luta.

As manifestações estenderam-se por toda a Europa, não apenas nos países em crise, mas também em cidades como Bruxelas, onde estão sediadas as instituições europeias. Em comum, os manifestantes revelaram a mensagem contra a austeridade e na defesa do Estado Social.

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