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CDS saúda apoio do PSD na moção de censura, se não “mal seria”

O CDS saudou hoje o anúncio do PSD, de que votará a favor da moção de censura centrista, na quarta-feira, e afirmou preferir essa posição a ver os sociais-democratas a negociar com o PS e o Governo.

“Acho que faz muito bem. Mal seria…”, comentou, em declarações à Lusa, o vice-presidente do CDS Nuno Melo, que é também cabeça de lista do partido às europeias, à margem de uma ação de pré-campanha para as eleições de 26 de maio, depois de viajar desde Torres Vedras, de comboio, até à estação de Mira Sintra-Meleças.

A três dias do debate da moção de censura, anunciada por Assunção Cristas, na sexta-feira, Nuno Melo comentou com um “ainda bem” a posição do PSD.

“Ainda bem porque o espaço político de centro-direita tem que se concentrar numa oposição a um governo que é mau e a um PS que nem sequer deveria ser Governo”, afirmou.

Nuno Melo afirmou preferir este posicionamento dos sociais-democratas a uma aproximação aos socialistas, como aconteceu no passado, após a chegada de Rui Rio à liderança do PSD.

“Prefiro ver um PSD que vota a favor das moções de censura que o CDS apresenta do que um PSD que se senta com o PS a celebrar acordos em áreas que são, para nós, graves, entre elas as que consagram impostos europeus ou uma vontade de descentralização que o mundo autárquico repudia”, acrescentou.

A moção de censura ao Governo, anunciada pela líder do CDS, Assunção Cristas, na sexta-feira, vai ser discutida no parlamento na quarta-feira.

Assunção Cristas justificou a moção de censura com “o esgotamento” do Governo, “incapaz de encontrar soluções” para o país e de só estar a pensar “nas próximas eleições”.

Esta será a segunda moção de censura ao Governo minoritário do PS, chefiado por António Costa, ambas apresentadas pelo CDS.

A última a ser discutida no parlamento foi também apresentada pelo CDS em 24 de outubro de 2017, centrada nas falhas do Estado no combate aos grandes incêndios desse ano. Foi rejeitada com 122 votos contra, do PS, PCP, BE, PEV e do deputado do PAN, e 105 votos favoráveis, do CDS-PP e do PSD.

Para ser aprovada, o que implica a queda do Governo, a moção tem que obter 116 votos. PS e os outros partidos de esquerda (PCP, BE e PEV) tem maioria na Assembleia da República.

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