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Carlos Moedas diz que orçamento comunitário vai ter de ser “superior”

O comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, afirmou hoje que o orçamento comunitário vai ter de ser “superior” e defendeu a aposta na ciência e inovação, “os únicos motores” para a criação de emprego.

Carlos Moedas falava na conferência de imprensa sobre a assinatura do acordo para o lançamento de um instrumento financeiro, no âmbito do programa Portugal Tech e da colaboração entre o Fundo Europeu de Investimento (FEI), Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) e a Faber Ventures, depois de instado a comentar a posição portuguesa sobre o orçamento comunitário pós-2020.

“Estamos com uma proposta da Comissão que está a ser negociada, dou o maior apoio pessoal a que os países tentem melhorar a proposta”, afirmou o comissário europeu português.

“Agora há uma coisa que temos de ser claros: o ‘budget’ anual são mais ou menos 150 mil milhões de euros. Quando um país como o Reino Unido sai, são menos 12 mil milhões por ano”, prosseguiu.

Ora, “só retirar esse país faz um buraco e esse buraco tem de ser preenchido de duas maneiras: com maior eficiência, investir melhor, mas também tem de haver um maior esforço” dos países e essa é a discussão, disse Carlos Moedas.

“O problema na Europa é que aqueles que põe não querem pôr mais e aqueles que recebem não querem receber menos. Esta é uma fórmula matemática impossível”, apontou o comissário europeu.

“Mas uma coisa é certa, eu acho que temos de caminhar para uma Europa com orçamento superior e a minha luta, em particular, é um orçamento cada vez maior na área da ciência e da inovação, que são os únicos motores que nós temos para a criação de emprego na Europa”, defendeu.

“Daí eu deixar em cima da mesa essa proposta de 100 mil milhões para o programa Horizonte Europa”, concluiu.

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje que a proposta da presidência finlandesa para o orçamento comunitário pós-2020 não tem “pés para andar”, considerando desejável um rápido consenso para evitar mais “nuvens no horizonte” da União Europeia.

“A proposta finlandesa é inaceitável. A proposta finlandesa não tem pés para andar ou a proposta dos cinco países que defendem o 1 por cento não tem a menor perspetiva para andar. Não vale a pena perder muito tempo com essa discussão. Temos é de nos centrar em como é que entre a proposta da Comissão Europeia e a proposta do Parlamento Europeu construímos uma solução de consenso, que tenha também em conta as preocupações dos países que até gostariam de reduzir a sua contribuição”, argumentou o primeiro-ministro, em declarações aos jornalistas portugueses, no final da reunião dos Estados-membros “Amigos da Coesão”, em Praga.

A proposta para o Quadro Financeiro Plurianual (QFP) para o período 2021-2027 esboçada pela presidência finlandesa do Conselho da União Europeia (UE) após a primeira ronda de reuniões bilaterais com os Estados-membros apontava para uma eventual redução entre 60 e 70 mil milhões do montante global de 1,279 biliões de euros (preços correntes) previsto pela Comissão Europeia.

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