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Câmara dos Representantes aprova fundo para muro na fronteira EUA/México

A Câmara dos Representantes aprovou esta quinta-feira financiamento para a construção do muro na fronteira dos EUA com o México, que muito provavelmente será rejeitado pelo Senado, mantendo-se o risco de paralisação parcial da administração federal.

A Câmara dos Representantes, ainda controlada pelos republicanos, autorizou um pacote de 5,7 mil milhões de dólares (cinco mil milhões de euros) para viabilizar o muro desejado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas persiste a possibilidade de que mais de 800 mil trabalhadores federais sejam obrigados a folgar ou a trabalhar sem remuneração se a resolução não for alcançada antes que o financiamento expire à meia-noite de hoje.

A gestão desta crise deverá ser um dos atos finais da maioria do Partido Republicano antes do controlo da Câmara dos Representantes passar para os democratas em janeiro.

O Congresso parecia ter encontrado um consenso para financiar o Governo, mas esta quinta-feira tudo mudou quando Trump assegurou que não assinaria a lei sem o financiamento.

“O Presidente tem sido claro desde o início: ele quer algo que dê segurança às fronteiras e não vai assinar nada que não garanta isso”, disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, antes da votação.

A medida, que inclui um pacote de ajuda a desastres (de quase oito mil milhões de dólares), que muitos legisladores pretendem que seja destinado para responder a catástrofes causadas por furacões costeiros e incêndios florestais na Califórnia, vai agora para o Senado, enfrentando a forte oposição dos democratas.

O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, alertou os senadores de que estes talvez precisem de regressar a Washington para uma votação ao meio-dia de hoje (17:00 em Lisboa).

Muitos senadores já tinham deixado a cidade para gozarem os feriados, depois do Senado ter aprovado um projeto de lei apoiado pelos dois partidos na quarta-feira. O projeto de lei permitia manter o Governo provisoriamente financiado, com fundos destinados a garantir a segurança na fronteira nos montantes atuais (13 mil milhões de dólares), mas sem reservar dinheiro para o muro.

Donald Trump chegou a dizer que teria “todo o orgulho” em paralisar o Governo, se não conseguisse as verbas para a construção do muro, que considera essencial para assegurar a proteção da fronteira com o México, contra imigrantes ilegais e tráfico de droga.

O Presidente norte-americano também avançou com a possibilidade de usar dinheiro remanescente do acordo comercial com o México para garantir a construção do muro, mas voltou esta semana à tese de que deve ser o Congresso a facilitar a obtenção da verba.

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