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Câmara de Lisboa exige medidas para normalizar urgência em Santa Maria e no Pulido Valente

A Câmara de Lisboa exigiu hoje que o Governo e a administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte tomem as medidas necessárias para garantir o normal funcionamento das urgências dos hospitais de Santa Maria e Pulido Valente.

“A Câmara Municipal de Lisboa […] insta o Governo e o Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte a tomarem, com a maior urgência possível, as medidas necessárias à normalização da atual situação do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte – Hospital de Santa Maria e Hospital Pulido Valente, assegurando a existência de um número e diferenciação de médicos adequados ao normal funcionamento das urgências e garantindo a qualidade do serviço público prestado”, lê-se numa moção aprovado hoje por unanimidade em reunião privada do executivo autárquico.

No texto, que foi apresentado pelo CDS-PP, é recordado que, na semana passada, 21 chefes de equipa das Urgências de Santa Maria e do Pulido Valente entregaram “uma minuta de escusa de responsabilidade” por considerarem que, dada a carência de recursos humanos, “não estão reunidas as condições para a prestação de cuidados de saúde de qualidade e com a necessária segurança”.

Segundo aqueles responsáveis, os períodos mais críticos, em que as equipas escaladas para as urgências não cumprem os mínimos recomendados pelo Colégio da Especialidade de Medicina Interna, são entre as 20:00 e as 08:00, nos dias úteis, e durante os fins de semana e feriados.

A administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte já reconheceu a carência de médicos, referindo que as maiores dificuldades em equilibrar a dotação das equipas surgem aos fins de semana.

O Centro Hospital Universitário Lisboa Norte é responsável pela prestação direta de cuidados de saúde a cerca de 322 mil pessoas, abrangendo como área de referência direta oito freguesias do concelho de Lisboa, e realiza cerca de 20.000 atendimentos em urgência hospitalar por mês.

Na reunião de hoje da autarquia da capital foi igualmente aprovada, com a abstenção do BE, outra moção subscrita pelo CDS-PP, em que se recomenda “ao Ministério da Administração Interna o reforço imediato e urgente do policiamento, por parte da PSP, no Parque da Quinta das Conchas e zona envolvente”.

O Parque da Quinta das Conchas, na freguesia do Lumiar, tem cerca de 24 hectares de relvados e zona florestal, com uma área de merendas, parque infantil, caminhos para a prática de desporto, além de uma cafetaria.

“Nos últimos meses, aumentaram os problemas de insegurança nesta zona da cidade, em especial no interior do parque. Grupos de indivíduos abordam, indistintamente e a qualquer hora, moradores, comerciantes, turistas ou qualquer outra pessoa que por ali passe; sucedem-se relatos de intimidações, agressões, furtos, roubos e atos de vandalismo sobre o espaço público; o parque começa ser rotulado como ‘zona a evitar’, em especial ao fim do dia, e a perder a sua natureza de espaço de lazer e fruição pública”, lê-se na moção.

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