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Cães sentem ciúmes até de um peluche que se intromete na relação com os donos

cao1 Para muitos leitores, o facto de os cães sentirem ciúme não é surpreendente. Para os cientistas, é uma questão que exige estudo. E foi isso que uma investigadora norte-americana fez. Serão os cães capazes de manifestar reações que exigem níveis cognitivos avançados? A resposta é positiva. Até um peluche pode ser vítima da agressividade suscitada pelo ciúme.

O que é o ciúme? A resposta é complexa. Para uns, um sentimento natural de quem tenta proteger um laço de afetividade; para outros, uma forma pouco sensata de encarar uma relação.

Deixemos de lado considerações sobre esta matéria e vamos encarar o ciúme do modo que a investigadora Cristine Harris fez, para enquadrarmos melhor este estudo na realidade nos melhores amigos do Homem.

Esta investigadora norte-americana avançou para esta pesquisa (publicada na revista Plos One) partindo do princípio de que o ciúme é uma reação perante um intruso que ameaça uma relação afetiva – neste caso, entre um cão e o seu dono.

Assim, a psicóloga norte-americana observou o comportamento dos cães do pai (três ‘border collies’) e partiu para um trabalho realizado na Universidade da Califórnia, nos EUA, onde analisou comportamentos de cerca de 40 cães. Comecemos pela conclusão: estes animais sentem ciúme.

Aqueles três cães que Cristine tão bem conhecia manifestavam um comportamento agressivo, mesmo quando recebiam mimos do seu dono, simultaneamente.

Ou seja, a simples presença de um terceiro elemento na relação de afetividade entre o dono e cada cão provocava nesse animal um mal-estar, quando estava presente outro elemento, outro cão.

Curioso foi o facto de até os cães de peluche usados neste estudo – para simular a presença do elemento estranho – foram vítimas da agressividade dos cães ciumentos.

A investigadora contrapôs esta realidade com a tese de alguns cientistas, que defendem que o ciúme exige um nível cognitivo complexo. Mas Cristine Harris provou que os cães, de facto, são ciumentos, ainda que de uma forma mais básica.

Fica desmontada a teoria de que aquele sentimento é um exclusivo dos humanos. Os cães também podem sofrer e sentir angústia perante aquilo que consideram ser uma ameaça à relação que constroem com os donos. “Eles estão motivados a manter esse laço de afeto”, justifica a investigadora norte-americana.

Acresce que o ciúme, nos humanos, não é um sentimento que deva ser desconsiderado. Basta reparar que a terceira causa de homicídio é precisamente esta. E serão os cães capazes de reagir com a mesma violência, nos casos mais extremos?

“Neste estudo, conclui-se que os cães, além de sentirem ciúme, tentam acabar com a ligação entre o dono e o elemento que lhes parece ser um rival”, destaca Cristine Harris.

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