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Bruno de Carvalho fala em crime e cobardia após decisão judicial

Bruno de Carvalho escreveu que quem “propositadamente permite” que alguém seja “enxovalhado, caluniado e difamado, é criminoso” e “cobarde”, no dia em que soube que vai a julgamento no âmbito do processo do ataque à Academia do Sporting.

O ex-presidente dos ‘leões’ limitou-se a uma curta mensagem nas redes sociais, pouco depois de ser conhecida a decisão do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Barreiro, após a fase de instrução.

Bruno de Carvalho, que era presidente do Sporting à altura dos factos – e destituído em Assembleia Geral em junho de 2018 -, é um dos 44 arguidos no processo Alcochete, relativo às agressões a ‘staff’ e jogadores do Sporting em 15 de maio de 2018.

Hoje, o tribunal do Barreiro decidiu, após a fase instrutória, levar a julgamento todos os arguidos acusados pelo Ministério Público (MP), num processo em que apenas o líder da Juventude Leonina, Mustafá, continuará em prisão preventiva.

O ex-presidente do Sporting Bruno de Carvalho, que estava sujeito à medida de coação de apresentações diárias às autoridades, passará a apresentar-se “quinzenalmente”, determinou hoje o juiz de instrução criminal (JIC) Carlos Delca.

Aos arguidos que participaram diretamente no ataque à Academia do Sporting, o MP imputa-lhes na acusação a coautoria de crimes de terrorismo, de 40 crimes de ameaça agravada, de 38 crimes de sequestro, de dois crimes de dano com violência, de um crime de detenção de arma proibida agravado e de um de introdução em lugar vedado ao público.

Bruno de Carvalho, o líder da claque Juventude Leonina, Nuno Mendes, conhecido por ‘Mustafá’, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 de ofensa à integridade física qualificada, de 38 de sequestro, de um crime de detenção de arma proibida e de crimes que são classificados como terrorismo, não quantificados. ‘Mustafá’ vai responder também por um crime de tráfico de droga.

A instrução, fase facultativa, foi requerida por vários arguidos, incluindo o antigo presidente do clube Bruno de Carvalho, e visa decidir por um JIC se o processo segue e em que moldes para julgamento.

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