Justiça

“Bruno de Carvalho é que devia estar preso”, defende advogado

Segundo avança o Correio da Manhã, o advogado do ex-funcionário do Sporting Bruno Jacinto considerou, perante o juiz, que André Geraldes e Bruno de Carvalho “é que deviam estar presos”.

Nas alegações finais do interrogatório judicial que determinou a prisão preventiva de Bruno Jacinto, o advogado Paulo Camoesas, que defende aquele ex-funcionário do Sporting, considerou que “Bruno de Carvalho e André Geraldes é que deviam estar presos”.

A notícia é avançada pelo Correio da Manhã, que escreve que o causídico imputou responsabilidades pelo ataque de Alcochete ao dirigente máximo e ao diretor do futebol, à data dos factos.

Detido na terça-feira, Bruno Jacinto, que na altura das ocorrências era oficial de ligação aos adeptos, está indiciado, entre outros, pela prática, em coautoria, de mais de 20 crimes de ameaça agravada, 12 crimes de ofensa à integridade, 20 crimes de sequestro e um crime de terrorismo.

Bruno Jacinto é já o 38.º elemento em prisão preventiva por alegado envolvimento nos incidentes de 15 de maio na academia do Sporting, em Alcochete, em que cerca de 40 alegados adeptos do clube, encapuzados, agrediram alguns jogadores, treinadores e ‘staff’.

Os 38 arguidos que aguardam julgamento em prisão preventiva, entre eles o antigo líder da claque Juventude Leonina Fernando Mendes, são todos suspeitos da prática de diversos crimes, designadamente de terrorismo, ofensa à integridade física qualificada, ameaça agravada, sequestro e dano com violência.

Um dia depois de Jacinto ter sido detido, Bruno de Carvalho apresentou-se no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), justificando a presença pelo facto de ter sido informado de que haveria um mandado de detenção em seu nome.

“Fala-se nos bastidores de mandados de detenção para eu ser ouvido, eu fui ao DCIAP e aqui para dizer que cá estou, como sempre estive, para dar todas as informações que necessitarem, não são necessários mandados, absolutamente nada”, disse à saída, no Campus da Justiça, em Lisboa.

Mais partilhadas da semana

Subir