Desporto

Bruno de Carvalho acusa Ricciardi e Sobrinho de serem “estrategas” do clima de “terrorismo”

O presidente do Sporting acusou hoje José Maria Ricciardi e Álvaro Sobrinho de serem “estrategas” do “terrorismo” que se tem vivido nos ‘leões’, e afirmou que a Holdimo já “deveria ter vendido a sua participação” na SAD.

“A Holdimo (principal acionista da SAD) é um caso muito curioso da comunicação social portuguesa. Álvaro Sobrinho era dos homens mais mal falados, por todos os motivos. Pelo BESA, congelamento de contas, problemas em vários países. Neste momento, aparece quase como um herói nacional. Aquilo que ele diz, afinal tem relevância para vida do Sporting”, começou por dizer Bruno de Carvalho.

O presidente do Sporting entrou no auditório Artur Agostinho, no Estádio de Alvalade, mais de uma hora depois da inicialmente marcada (13:00), munido de jornais, pediu desculpa pelo atraso e começou a ‘disparar’ em várias direções durante duas horas.

O responsável pela Holdimo, foi um deles: “Colocaram 20 milhões de euros na altura de Godinho Lopes. De resto, fez-se um encontro de contas que havia, de 500 mil euros e a tal carrinha para o futebol. Há muito tempo que a Holdimo deveria ter vendido a sua participação. Não é uma marca ideal para o nome e prestígio ao Sporting. Era bom que pagassem aquilo que devem ao Sporting. São cerca de 300 mil euros, que não pagam há cerca de ano e meio.”

Na lista de vários ‘alvos’ do presidente do Sporting, seguiu-se José Maria Ricciardi, o qual, segundo Bruno de Carvalho, é o principal responsável por tudo o que tem acontecido nos últimos dias, inclusive a campanha para o destituir da presidência do clube de Alvalade.

“É o estratega de tudo o que se está a passar. Com promessas de entrada de milhões, juntamente com o seu amigo Álvaro Sobrinho. De milhões, em cinco anos, só se viu o acerto de contas de 500 mil euros. Agora, dizem que têm milhões para o Sporting. Por que mudou a sua posição e a de tantos dos que se diziam nossos apoiantes? Porque é uma pessoa, um sobrevivente, daqueles que vai passando pelos pingos da chuva, nem que tenha de ter toda a família na cadeia. Continuava a achar que era dono do Sporting e, no dia em que lhe foi dito não à possibilidade de fazer um negócio, ganhando dinheiro com isso, entrou em ‘loop’ e começou a juntar as tropas”, criticou.

O presidente ‘leonino’ considerou que a direção do Sporting está a ser “alvo de bullying e de terrorismo”, e lembrou que “há pouco tempo” foi realizada uma Assembleia Geral, na qual os sócios sportinguistas reforçaram a posição do presidente.

“Cada vez mais, acredito que a AG foi importantíssima. 25,1 por cento dos sportinguistas poderiam ter-nos tirado daqui. Pusemo-nos nas mãos de 25,1 por cento dos sportinguistas. Isto não é apego ao poder. Ninguém se coloca nas mãos dos sócios, depois das eleições mais concorridas de sempre. A decisão foi dos sportinguistas. 90 por cento disseram que queriam esta gestão e este estilo, e disseram que estariam por trás desta direção”, recordou.

Na terça-feira, antes do primeiro treino para a final da Taça de Portugal, a equipa de futebol do Sporting foi atacada na academia de Alcochete por um grupo de cerca de 50 alegados adeptos encapuzados, que agrediram técnicos e jogadores. A GNR deteve 23 dos atacantes.

Paralelamente, a Polícia Judiciária deteve na quarta-feira quatro pessoas na sequência de denúncias de alegada corrupção em jogos de andebol, incluindo o diretor desportivo do futebol, André Geraldes, que foi libertado sob caução e impedido de exercer funções desportivas.

O cenário agravou-se com as demissões na quinta-feira da Mesa da Assembleia Geral, em bloco, e da maioria dos membros do Conselho Fiscal e Disciplinar, instando o presidente do Sporting a seguir o seu exemplo, mas Bruno de Carvalho anunciou ao fim do dia que se irá manter no cargo.

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