Saúde

Brittany queria morrer no sábado, mas mudou de ideias

maynard No início de outubro, Brittany Maynard anunciou que ia morrer a 1 de novembro. A horas de escolher a eutanásia, a norte-americana mudou de ideias. “Ainda me sinto bem, ainda tenho felicidade suficiente”, explicou a mulher que sofre de cancro cerebral em fase terminal.

Depois de meses a lutar pelo direito a “morrer com dignidade”, que inclusive obrigou a uma mudança de residência, Brittany Maynard decidiu que já não vai morrer no dia 1 de novembro.

Essa tinha sido a data escolhida por esta norte-americana de 29 anos, com um cancro cerebral em fase terminal, para a eutanásia. Como em San Francisco, na Califórnia (EUA), a opção não era legal, mudou-se (com a família) para o Oregon, o primeiro estado norte-americano a legalizar o suicídio assistido para pacientes em estado terminal, no ano de 1997.

No início do mês, o vídeo de Maynard a explicar que tinha decidido morrer em casa, “no quarto que divido com o meu marido” e junto da família, tornou-se viral. A data escolhida era 1 de novembro.

“Irei morrer no andar de cima, no quarto que divido com o meu marido, com ele e minha mãe ao meu lado, e falecer pacificamente com a música que eu gosto no fundo”, justificara a mulher a quem fora dados seis meses de vida em janeiro, quando foi diagnosticado o glioblastoma.

A horas de optar pela morte assistida, Brittany Maynard mudou de ideias. “Faço-o porque ainda me sinto bem, ainda tenho felicidade suficiente”, justificou, num vídeo publicado no site onde tem feito campanha pela descriminalização da eutanásia.

“Ainda consigo sorrir com a minha família e amigos, o quanto baste para perceber que não é a altura certa. Mas sei que vai chegar, sinto-me pior de semana para semana”, acrescentou a mulher, sustentando que no dia em que fez o vídeo sofreu duas convulsões.

“Vivemos um dia de cada vez”, acrescentou o marido, Dan Diaz: “É um cliché, mas é mesmo assim”.

Como a eutanásia só é permitida nos estados de Oregon, Washington, Montana, Vermont e Novo México, Brittany Maynard mudou-se para poder “morrer com dignidade” em casa e acompanhada da família.

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