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Bombeiro queimado em Pedrógão envia mantimentos para Monchique

A inspiradora história que em seguida lhe é contada tem um nome: Rui Rosinha. Este bombeiro, que ficou queimado em grande parte do corpo, há cerca de um ano, quando combatia o violento incêndio de Pedrógão Grande, não hesitou em enviar ajuda para Monchique, localidade que enfrenta também um incêndio, por estes dias. Este soldado da paz agora está sem farda mas não se esquece do lema ‘vida por vida’.

Do pouco que vai tendo, após enfrentar um ano duro com marcas do incêndio de Pedrógão Grande, Rui Rosinha não ‘pensou duas vezes’ quando tomou conhecimento das dificuldades que a população e os bombeiros enfrentavam no incêndio de Monchique.

14 cirurgias depois do incêndio de Pedrógão Grande, Rosinha juntou um grupo de pessoas de Castanheira de Pêra e começou a reunir mantimentos e outro tipo de ajuda para enviar para o Algarve, que enfrenta as chamas há vários dias.

Mesmo sem saber como fará, Rui Rosinha espera conseguir encaminhar para a zona sul roupa, água e comida.

Depois de 25 anos como bombeiro a ajudar o próximo, o incêndio de Pedrógão Grande deixou-lhe marcas no corpo e na alma mas o espírito solidário as chamas não apagaram neste homem.

“Nunca se deixa realmente este ofício, mesmo que seja apenas na forma como se vive”, revela Rui Rosinha, em declarações citadas pelo Diário de Notícias.

O antigo bombeiro, que luta todos os dias para ultrapassar as marcas que o incêndio lhe deixou e tem uma invalidez de 85 por cento, não se esquece do que viveu há um ano e sente o que os habitantes de Monchique passam.

Para eles deixa uma mensagem de incentivo: “A esperança nasce todos os dias.”

Pai de dois filhos com 7 e 10 anos, Rui Rosinha está ‘fora do combate às chamas’ mas não se deixa vergar e espera com a sua iniciativa ajudar quem, como ele, dá de frente com um inimigo chamado fogo.

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