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Beth, a verdadeira Bela Adormecida, só acorda por duas horas

beth goodier Uma jovem britânica sofre da ‘síndrome da Bela Adormecida’. Por dia, Beth Goodier dorme 22 horas. Quando está acordada, come compulsivamente e age de maneira infantil, pois enquanto sonha não aprende qual o comportamento adequado.

Beth Goodier testemunhou à BBC o que sofre uma Bela Adormecida. Afinal, esta jovem britânica de 20 anos é um dos 40 casos conhecidos, no Reino Unido, da Síndrome de Kleine-Levin (SKL), mais conhecida como a ‘síndrome da Bela Adormecida’.

No programa TV Inside Out, emitido na noite de segunda-feira, a paciente explicou como esta condição “não é nada bonita”, nem sequer “romântica” como a história que lhe deu o nome popular.

“É horrível”, resumiu esta jovem de Stockport.

Em todo o mundo, estima-se que mil pessoas sofram de SKL, uma síndrome que começa a manifestar-se na adolescência. Beth Goodier tinha 16 anos quando começou a sofrer os primeiros surtos (que podem durar semanas), levando a que durma 22 horas por dia.

Com tanto tempo de sono e pouco para aprender, a síndrome leva a mudanças de comportamento. Os pacientes entram num estado onírico, agem de maneira infantil e comem compulsivamente, segundo os especialistas citados pela BBC.

O único ponto positivo é que, ao fim de um período entre 10 a 15 anos, a doença desaparece. O problema, diz Beth Goodier, é aguentar esse tempo em que todos os jovens crescem e ela… adormece.

“Quero poder fazer algo produtivo nos momentos em que estou bem. Quero ser produtiva para a sociedade”, afirmou.

Devido à SKL, a mãe de Beth teve de deixar o emprego para cuidar da filha, que fica ‘adormecida’ para as mudanças na realidade.

“Quando ela está acordada, o que faz na verdade é ficar na cama ou no sofá. Ela vê as mesmas coisas na TV repetidas vezes porque gosta da previsibilidade”, explicou Janine.

Entre cada surto, a família tenta recuperar o tempo adormecido: “Quando ela está bem, nunca discutimos o que vamos fazer na semana que vem. Pensamos no agora porque pode ser o único momento que conseguimos”.

Para Guy Leschziner, o especialista em neurologia que acompanha Beth no Guy’s Hospital, em Londres, a síndrome é uma condição “devastadora” para os pacientes que, pela jovem idade, já estão vulneráveis.

“Eles estão em um ponto crucial da educação, da vida social, da vida familiar e da vida profissional. É uma condição muito devastadora porque é imprevisível”, argumentou.

https://www.youtube.com/watch?v=1fUn8xrsinI

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