América do Sul

Bancos venezuelanos com dificuldades para cobrir fundo de garantia legal obrigatório

Os bancos venezuelanos estão a ter dificuldades para cobrir o fundo de garantia legal obrigatório, denunciou na terça-feira a Comissão de Finanças da Assembleia Nacional da Venezuela, onde a oposição detém a maioria.

“Não quero causar alarme, mas a situação da banca nacional [venezuelana] não é boa. Muitos bancos não cobriram o fundo”, disse o porta-voz daquela comissão, José Guerra.

Na Venezuela existe um fundo de reserva ou de garantia que as entidades financeiras não podem usar para créditos e são depositados no Banco Central da Venezuela (BCV), para garantir o dinheiros dos clientes dos bancos, caso solicitem ou surjam problemas com aquelas instituições.

Segundo José Guerra, ao longo do corrente “mês de março a banca (venezuelana) não emprestou um cêntimo”, porque são impedidos por aquele fundo legal.

Entretanto, através do Twitter, fontes não oficiais dão conta de que pelo menos 11 das 24 instituições financeiras existentes no país estariam a enfrentar problemas para efetuar os depósitos correspondentes àquele fundo.

Também que o estatal Banco de Venezuela (BDV) teve que pedir financiamento ao BCV, o que lhe teria sido negado.

Desde 2018 que o Banco Central da Venezuela tem modificado os valores correspondentes às percentagens daquele fundo de depósitos, passando de 31 por cento para 61 por cento e no passado mês de fevereiro elevou a quantidade para 100 por cento.

Segundo fontes bancárias, desde essa data que os bancos suspenderam novos créditos e congelaram o aumento do limite máximo para os cartões de crédito dos clientes.

Como resultado, alguns clientes não podem usar os cartões de crédito para tomar um pequeno almoço, devido ao baixo limite.

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