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Áustria vai ter legislativas antecipadas depois de escândalo de corrupção

A Áustria terá eleições legislativas antecipadas, após a rutura da coligação entre conservadores e extrema-direita devido a um escândalo que abalou o país e levou à demissão do vice-chanceler, anunciou hoje o Chanceler Federal, Sebastian Kurz.

“Propus ao Presidente da República que as eleições legislativas sejam realizadas o mais rapidamente possível”, afirmou Kurz numa conferência de imprensa.

O líder do partido de extrema-direita FPÖ e número dois do Governo austríaco, Heinz-Christian Strache, anunciou hoje a sua demissão do Governo, depois das revelações de ligações comprometedoras com a Rússia envolvendo a adjudicação de contratos públicos em troca de apoio financeiro.

Segundo as informações divulgadas na sexta-feira por dois jornais alemães, foi gravado a prometer a uma suposta sobrinha de um milionário russo a adjudicação de contratos públicos em troca de apoio financeiro, noticiaram os ‘media’ internacionais.

Strache propõe também adquirir o jornal mais influente da Áustria e substituir alguns jornalistas por outros, simpatizantes da extrema-direita.

“Os jornalistas são de todas as formas as maiores putas do planeta”, disse Strache, segundo transcrições publicadas nos dois jornais.

Milhares de austríacos concentraram-se hoje junto à Chancelaria Federal para exigir eleições antecipadas.

Heinz-Christian Strache, líder do Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ) de extrema-direita, formou Governo com o chanceler conservador Sebastian Kurz em dezembro de 2017.

O escândalo acontece a poucos dias das eleições europeias, que se realizam a 26 de maio

O FPÖ é provavelmente o mais antigo partido de extrema-direita nacionalista da União Europeia, fundado em 1956 por um antigo oficial das SS e declaradamente nacionalista, conservador e eurocético.

De acordo com as mais recentes projeções para as eleições europeias, o FPÖ registava 23,5 por cento das intenções de voto, o que poderá representar a eleição de cinco eurodeputados.

A Áustria elege 18 dos 751 deputados do Parlamento Europeu.

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