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Austrália: Juiz afirma que incesto não tem de ser tabu, como a homossexualidade o foi

Vamos debater o incesto, sugeriu um juiz australiano. O magistrado gerou polémica ao comentar, durante um julgamento, que o incesto não deve ser encarado como um tabu, tal como aconteceu nos anos 50 com a homossexualidade. Já há quem peça a suspensão do juiz.

O julgamento de um homem acusado de violar a irmã colocou o juiz Garry Neilson no centro da polémica, na Austrália.

O magistrado admitiu que o incesto, à semelhança do que acontecia nos anos 50 com os casos de homossexualidade, não deve ser encarado como um tabu, reporta o Daily Telegraph.

“Um júri não teria encontrado nada de inapropriado nos avanços de um irmão relativamente à sua irmã, uma vez que esta amadurecera sexualmente, tinha tido relações sexuais com outros homens e estava disponível por não ter parceiros sexuais”, acrescentou ainda o juiz.

Neilson ressalvou que o incesto é crime, em especial para “prevenção de anormalidades cromossomáticas”, só que contrapôs que os casos de “anormalidades” perderam força com o aumento do acesso a métodos anticoncecionais e abortivos.

A polémica estalou no julgamento de um homem, agora com 58 anos e residente em Sydney, acusado de ter violado repetidamente uma irmã, menor, no ano de 1981. Depois de se ter admitido culpado de violar a irmã na década de 70, o arguido corrigiu-se e declarou-se inocente das acusações de violação e culpado da acusação de incesto, com esta a remontar à tal situação de 1981.

Não é a primeira vez que este magistrado está envolvido em polémica. Em 2011, ao julgar o caso de um homem que violou uma sobrinha de 15 anos, deliberou por uma sentença mais leve com a justificação de que não ejaculara e de que não houvera violência.

Brad Hazzard, procurador-geral do Estado de Nova Gales do Sul, remeteu as declarações do juiz à Comissão Judicial, tendo solicitado que Neilson seja suspenso enquanto o inquérito decorrer.

“O incesto é completamente censurável, inaceitável, asqueroso e criminoso”, justificou o procurador.

As declarações “vergonhosas”, “misóginas” e “condescendentes” do juiz foram também condenadas por várias organizações de defesa de vítimas de pedofilia e incesto.

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