Economia

Atividade económica baixa em setembro e clima económico estabiliza em outubro

O indicador de atividade económica disponível até setembro baixou e o de clima económico estabilizou em outubro, desde logo por uma redução do indicador quantitativo do consumo privado, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE, “o indicador de atividade económica, disponível até setembro, diminuiu e o indicador de clima económico, disponível até outubro, estabilizou”.

A contribuir para isso esteve o indicador quantitativo do consumo privado, que “desacelerou em setembro, refletindo um contributo positivo menos expressivo de ambas as componentes de consumo duradouro e não duradouro”.

Na mesma linha, também o indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) desacelerou em setembro, de acordo com o INE, que o justifica com o “contributo positivo menos expressivo das componentes de construção e de máquinas e equipamentos”.

Por seu lado, “as exportações e importações de bens apresentaram variações homólogas de 6,1 por cento e 7,3 por cento em setembro, respetivamente (8,8 por cento e 13,1 por cento em agosto)”.

“Considerando a atividade económica da perspetiva da produção, os índices de volume de negócios na indústria e nos serviços desaceleraram e o índice de produção na indústria apresentou uma redução em termos homólogos”, assinala o INE, indicando ainda que “o índice de produção na construção acelerou em setembro”.

Aquele instituto adianta que a tendência de diminuição também se registou na zona euro, onde, em outubro, “o indicador de confiança dos consumidores e o indicador de sentimento económico diminuíram”.

No mesmo mês, “os preços das matérias-primas e do petróleo apresentaram variações em cadeia de 1,6 por cento e 4,3 por cento, respetivamente (-2,5 por cento e 7,9 por cento em setembro)”, segundo o INE.

No primeiro trimestre deste ano, a variação homóloga do Produto Interno Bruto (PIB) na área euro fixou-se em 1,7 por cento, depois de ter registado 2,2 por cento no trimestre anterior.

Já em Portugal, o PIB cresceu 2,1 por cento no terceiro trimestre deste ano, após uma subida de 2,4 por cento no trimestre anterior.

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