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Assédio a Clara de Sousa foi “situação engraçada”

Clara de Sousa foi vítima de assédio, mas nada de “grave”. “Já tive uma ou outra situação muito engraçada”, revelou a jornalista.

Num comentário ao tema do momento em Hollywood (EUA), para a revista Cristina, a cara da SIC deu a conhecer que também ela passou por situações de assédio.

No entanto, Clara de Sousa explicou que o assédio ‘à portuguesa’ não tem a gravidade que muitos lhe tentam dar. Se a mulher for confiante e segura de si, até se torna uma peripécia ridícula.

“Vivo há quase 30 anos em televisão, que é uma área em que, na cabeça das pessoas, as mulheres são muito assediadas”, começou por lembrar.

“Já tive uma ou outra situação de assédio muito engraçada. Nenhuma situação grave”, revelou Clara de Sousa.

“Nunca na vida” teve de passar por um caso de assédio “verdadeiro, aquele em que a pessoa se vê pressionada a ir por esse caminho, ou a ficar em maus lençóis no trabalho ou em qualquer outra circunstância”, acrescentou.

No caso de Clara de Sousa, foram apenas episódios de “assédio no bom sentido, de brincadeira e de sedução”, esclareceu ainda a jornalista, de 50 anos.

Clara de Sousa abordou ainda a linha muito ténue que separa o assédio da sedução.

Nos EUA, a questão do assédio é levada de forma mais grave, ao nível do crime. Em França, muitas mulheres famosas optam por encarar o ‘direito’ do homem à sedução.

“As francesas não têm uma posição quase que libertina em relação a isto, é mais libertária, no sentido de perguntar o que é o verdadeiro assédio. É o assédio que não permite a um homem dizer ‘estás linda’. Muitas vezes, é uma situação de brincadeira”, salientou.

Já nos EUA, o movimento #MeToo tem pecado pelo “exagero” na forma como denuncia e leva à retaliação.

“O que sinto é que o movimento Me Too começou relativamente bem, mas, pelo caminho, tem vindo a descredibilizar-se”, concluiu Clara de Sousa.

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