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As girafas estão em extinção. É “silenciosa”, mas bem real

A população de girafas caiu 40 por cento nos últimos 30 anos. Pela primeira vez na história, estes ungulados fazem parte da lista vermelha de espécies ameaçadas.

De acordo com os dados ontem apresentados pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), em 2015 foram contabilizadas cerca de 97.500 girafas, quando em 1985 havia mais de 155 mil.

“Estes majestosos animais estão enfrentando uma extinção silenciosa”, avisou Julian Fennessy.

Pela primeira vez, este ícone de África é classificado como espécie ‘vulnerável’, ou seja, está no primeiro nível do trágico caminho para a extinção.

“Como as girafas continuam a ser vistas em safaris, nos zoológicos e nos media, as pessoas não têm noção” da grave ameaça que paira sobre a espécie, acrescentou Julian Fennessey.

Das nove subespécies de girafas (presentes em 21 países) há três que estão livres de perigo e uma em situação estável, mas a maioria (cinco) enfrenta um declínio populacional acentuado.

A UICN, a organização mundial de monitorização das espécies, aponta como causas para esta tragédia em curso a  a caça ilegal e a perda de habitat para atividades humanas, como a agricultura e a mineração, ou por instabilidade política e social nos territórios onde estão presentes.

É o caso do Sudão do Sul, onde a fome leva as pessoas a caçarem o mamífero mais alto do mundo.

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