Europa

As fronteiras da paz não têm refugiados (fotos)

Na mesma Europa que não sabe lidar com a crise dos refugiados há fronteiras tão abertas que passam despercebidas. Enquanto milhares de migrantes desesperam para passar de um país para outro, há grãos de areia a separar Alemanha e Polónia, ou Estónia e Finlândia.

Estas fronteiras da paz são a grande conquista do Acordo de Schengen, em 1985. A livre circulação de pessoas entre os países europeus aderentes fez desaparecer muros, vedações, postos de controlo e outras estruturas concebidas para manter duas nações vizinhas afastadas.

Valerio Vincenzo, um fotógrafo radicado na Holanda, é o autor de ‘Borderline, the Frontiers of Peace’, uma reportagem fotográfica que mostra como é possível dois países estarem separados apenas por uns grãos de areia ou pelas tábuas de um passadiço.

“Com a ajuda de mapas detalhados e do GPS encontrei estas fronteiras que foram ‘apagadas’. A minha intenção é mostrar a essência das travessias pacíficas”, explicou o fotógrafo: “Podem ser imagens tiradas a milhares de quilómetros de distância uma das outras, mas servem para demonstrar como a realidade está longe dos estereótipos de uma fronteira. Aliás, o que é de facto uma fronteira?”

Por ironia do destino, vários países da União Europeia que foi galardoada com o Nobel da Paz em 2012, “pelas seis décadas de trabalho pelo desenvolvimento da paz, reconciliação, democracia e Direitos Humanos”, são os mesmos que agora estão a riscar o Acordo de Schengen (“suspender”, dizem as autoridades) para voltar a erguer fronteiras.

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