Fórmula 1

As explicações de Hulkenberg e Ricciardo para o desempenho modesto em Suzuka

Os pilotos da Renault estiveram discretos nos treinos livres de sexta-feira no Grande Prémio do Japão de Fórmula 1, mas tiveram uma explicação para o sucedido na altura da segunda sessão em que decidiram fazer voltas rápidas
Nico Hulkenverg e Daniel Ricciardo não foram além do 17º e 18º tempos na segunda sessão, a última antes da qualificação, face ao adiamento desta para amanhã.

A equipa optou por configurar os seus monolugares para qualificação e pneus macios para o final do treino de 90 minutos, quando a maioria dos adversários optou por fazê-lo mais cedo, o que significou que a pista tinha mais tráfego quando as outras equipas estavam a realizar turnos longos pensando na preparação para a corrida.

“A nossa sequência de trabalho foi feita basicamente fora da sequência. Queríamos andar com pouco combustível e fazer tempos e no final fomos para uma pista que teria mais borracha e teoricamente no seu melhor. Mas obviamente todos os outros tinham bastante combustível e nós não conseguimos fazer as voltas, porque estávamos sempre a apanhar tráfego”, explicou Hulkenberg.

O alemão diz que o contratempo não torna criticável a tática da equipa, apesar de reconhecer que a mesma poderá vir a prejudicá-lo a si e a Ricciardo: “Esta é uma das coisas que pode acontecer. Será fácil agora dizer que erramos na forma como procedemos, mas é claro que não funcionou. Se não tivermos qualificação ficamos muito comprometidos”.

“Foi uma sessão pouco comum, rodando fora da sequência, mas também sabemos que o que aconteceu não corresponde à realidade. Mas foi um dia de desafio também com o carro, em termos de equilíbrio e harmonia. Não somos tão maus quanto 17º e 18º, mas mesmo o top dez parece agora difícil”, confessou ainda Nico Hulkenberg.

Já Daniel Ricciardo reconheceu que a equipa não esperava que os seus carros estivessem tão para baixo na tabela de tempos: “Obviamente que esperávamos estar mais para cima, e penso que temos carro para sermos melhores. Tivemos um pouco de azar no final, tentando fazer voltas rápidas enquanto os outros estavam em longos tornos. Fomos um pouco surpreendidos. Penso que no geral a tarde foi melhor”.

“A manhã não foi boa. Não estava muito confortável com tudo no carro e senti-me pouco à vontade, por isso fizemos progressos de tarde. Esperemos que o tempo melhor o suficiente no domingo de manhã para fazer a qualificação, que é o principal e que, depois, obviamente, posamos correr”, referiu ainda o australiano.

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