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António Guterres condena ataques na Nova Zelândia e expressa condolências

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, expressou hoje a sua tristeza e condenou “com veemência” os ataques a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia que provocaram pelo menos 49 mortos e 48 feridos.

Numa mensagem na rede social Twitter, António Guterres condenou “com veemência a morte de pessoas inocentes enquanto oravam pacificamente em mesquitas” expressando as suas “profundas condolências às famílias das vítimas.”

O secretário-geral da ONU salientou ainda que todos se devem “unir contra o ódio antimuçulmano e todas as formas de fanatismo e terror”.

Também o diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), António Vitorino, reagiu, no Twitter, afirmando estar “profundamente triste com a terrível perda de vidas” provocadas pelos ataques e sublinhou que é possível que “entre os mortos e feridos estejam muitos refugiados e migrantes.”

Pelo menos 49 pessoas morreram e 48 ficaram feridas hoje no ataque a duas mesquitas em Chirstchurch, na Nova Zelândia.

Os ataques tiveram início às 13:40 (00:40 em Lisboa) nas mesquitas de Al Noor, em Hagley Park, e de Linwood Masjid.

Em conferência de imprensa, o comissário Mike Bush da polícia neozelandesa informou que “um homem foi acusado de homicídio” e vai ser presente a tribunal pelos ataques contra as mesquitas, situadas no centro da cidade de Christchurch.

Segundo este responsável, as autoridades desativaram uma série de engenhos explosivos improvisados encontrados num veículo após os disparos numa das mesquitas.

Christchurch é a maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia e a terceira maior cidade do país com cerca de 376.700 habitantes, localizada na costa leste da ilha e a norte da península de Banks. É a capital da região de Canterbury.

Um homem que se identificou como Brenton Tarrant, de 28 anos, nascido na Austrália, reivindicou a responsabilidade pelos disparos e transmitiu em direto na Internet o momento do ataque.

Brenton Tarrant deixou um manifesto anti-imigrantes de 74 páginas, no qual procurou justificar as ações.

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