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António Albuquerque: De dispensado a consultor da EDP depois de privatizada pela ministra e esposa

maria luis albuquerqueAntónio Albuquerque foi contratado como consultor pela EDP, avança a Visão. Dispensado do Diário Económico, o jornalista presta serviços a uma empresa privatizada pela nova então secretária de Estado do Tesouro e agora ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que é casada com António.

A revista Visão ‘deitou os olhos’ à carreira de António Albuquerque nos últimos anos. Jornalista no Diário Económico (da Ongoing), após uma passagem pela agência de comunicação Cunha Vaz & Associados, deixou de exercer cargos executivos quando a mulher, Maria Luís Albuquerque foi nomeada secretária de Estado do Tesouro. Agora, presta serviços de consultadoria numa empresa cujo processo de privatização foi conduzido pela agora ministra das Finanças.

Ainda segundo a revista, António Albuquerque integrava uma lista de funcionários a dispensar do jornal de economia desde o final de 2012, mas só há cerca de dois meses é que chegou a acordo para a rescisão. Depois de algumas semanas no desemprego, terá sido contratado a prazo pela EDP, com as funções de consultor para as operações do grupo nos projetos fora de Portugal, segundo um “porta-voz da elétrica” que a Visão cita sem identificar.

O caso é revelado numa altura que o processo de privatização, com a participação do Estado (21,35 por cento) a ser vendida aos chineses da Three Gorges por 2.700 milhões de euros, está a ser investigada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), que já chamou Maria Luís Albuquerque a prestar declarações sobre eventuais pressões a que poderá ter sido sujeita.

A investigação tem por base a suspeita de tráfico de influências e a operação Monte Branco, um caso que implicou escutas ao presidente do BESI, José Maria Ricciardi (incluindo conversas conversas com Miguel Relvas, quando era ministro dos Assuntos Parlamentares, e o primeiro-ministrom Passos Coelho) e buscas ao Caixa BI, BESI e Parpública: estas entidades, recorda a Visão, estiveram envolvidas na privatização da EDP e da REN.

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