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Aliança aponta “dois pesos e duas medidas” sobre idas de Marcelo e Costa a programa da SIC

O partido Aliança apontou hoje a existência de “dois pesos e duas medidas” na apreciação da participação do Presidente da República e do primeiro-ministro num programa de entretenimento da SIC, registando as “surpreendentes evoluções da vida política portuguesa”.

Em comunicado emitido após uma reunião da Comissão Executiva do partido, um dos pontos refere-se à participação de hoje do primeiro-ministro, António Costa, n’”O programa da Cristina”, transmitido nas manhãs da SIC.

“Cumpre-nos notar que também aqui se notam os dois pesos e duas medidas existentes na sociedade portuguesa: se um Presidente da República telefona para o programa, o país quase ‘vem abaixo’ com um enorme coro de censuras. Se um primeiro-ministro lá vai fazer uma cataplana, o país desfaz-se em cumprimentos elogiosos. Como deve ser bom ser de esquerda!”, refere o comunicado.

Marcelo Rebelo de Sousa telefonou, no dia da estreia, para o programa apresentado por Cristina Ferreira para lhe desejar “boa sorte” e, em declarações à agência Lusa, enquadrou depois a sua participação recordando que tinha dado uma entrevista ao concorrente Manuel Luís Goucha, na TVI, na véspera de Natal, que durou 25 minutos.

Hoje, António Costa foi o convidado do programa e, durante 45 minutos, conversou, num registo informal, sobretudo sobre a sua vida pessoal, cozinhou uma cataplana de peixe e contou com a presença da mulher Fernanda Tadeu, bem como dos dois filhos e da nora.

A Aliança, fundada pelo antigo líder do PSD Pedro Santana Lopes, fez ainda questão de registar “as surpreendentes evoluções da vida política portuguesa, da qual passou a fazer parte a presença num popular programa televisivo matinal”.

“Recordando as polémicas geradas pela interminável fila de responsáveis políticos que participaram num programa humorístico há alguns anos, toma boa nota das análises feitas no caso presente”, refere.

A Comissão Executiva da Aliança pronuncia-se também sobre o novo pedido de injeção de capital por parte do Novo Banco, considerando “inadmissível que todos os contribuintes sejam chamados a colocar mais dinheiro na banca, seja por que forma for”.

O pedido de injeção de 1.149 milhões de euros é “mais de três vezes o orçamento anual da cultura, mais de três vezes o orçamento anual dos negócios estrangeiros, incluindo consulados e emigração, o equivalente ao orçamento anual da justiça ou à contratação de 950 médicos de família por 30 anos”, realça o partido.

O partido sublinha ainda que regista a rejeição, quer por parte do PSD quer do CDS-PP, da ideia lançada por Pedro Santana Lopes de uma coligação pré-eleitoral entre os três partidos.

“Fica esclarecida a opção tomada por estes partidos. Os eleitores têm agora a oportunidade de escolher de forma transparente a melhor forma de defender os interesses de Portugal”, realçam, acrescentando que “a Aliança não abdica de um caminho que vise derrotar a frente de esquerda”.

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