Economia

Airbnb tem 228 milhões de euros para compensar anfitriões

A plataforma de alojamento local Airbnb tem 250 milhões de dólares (cerca de 228 milhões de euros) para compensar os anfitriões pelas perdas por cancelamentos relacionados com a pandemia de covid-19, foi hoje divulgado.

De acordo com uma carta do presidente executivo da Airbnb, Brian Chesky, aos anfitriões, por cada cancelamento relacionado com a covid-19 com ‘check-in’ previsto para entre 14 de março e 31 de maio, a empresa devolverá 25% da taxa normal de cancelamento.

Com esta política, “os hóspedes com reservas feitas em ou antes de 14 de março poderão ainda cancelar e receber um reembolso normal ou crédito de viagem equivalente a 100% do que pagaram”, de acordo com a empresa.

A plataforma criou ainda um fundo para os ‘super anfitriões’ no valor de 10 milhões de dólares (cerca de 9,1 milhões de euros), direcionado para quem “aluga a sua casa e precisa de ajuda a pagar a sua renda ou hipoteca” e também para anfitriões de longa duração “que estão a tentar pagar as contas”.

“A partir de abril, os anfitriões podem candidatar-se a fundos até 5.000 dólares [4.560 euros] que não necessitam de ser pago de volta”, detalha a missiva.

A Airbnb está também a criar uma plataforma de apoio dos hóspedes aos anfitriões, detalha a proposta, e nos Estados Unidos está a trabalhar com o governo de forma a garantir acesso a fundos, empréstimos e assistência no desemprego.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 163 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com quase 439 mil infetados e mais de 27.500 mortos, é aquele onde se regista atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 11.591 mortos em 101.739 casos confirmados até segunda-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 8.189, entre 94.417 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos são o que tem maior número de infetados (164.610).

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes, mais 20 do que na véspera (+14,3%), e 7.443 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 1.035 em relação a segunda-feira (+16,1%).

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